Guerra Rússia-Ucrânia

Moscovo e São Petersburgo recebem manifestações de apoio à mobilização militar

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A maior parte dos reservistas mobilizados vem das regiões mais remotas da Rússia.

São Petersburgo e Moscovo – as duas maiores cidades russas – receberam manifestações de apoio às mais recentes decisões do Kremlin. As manifestações surgem depois dos protestos contra a mobilização militar parcial, anunciada esta semana por Vladimir Putin.

A agência de notícias russa Ria Novosty diz que, só em Moscovo, mais de 50 mil pessoas participaram nas manifestações pró-Kremlin. A cidade de São Petersburgo também recebeu o protesto daqueles que quiseram apoiar os referendos realizados em territórios ucranianos ocupados pelas tropas russas. Defende também a decisão da mobilização militar parcial anunciada pelo Presidente russo.

Os reservistas estão a ser mobilizados em várias cidades russas. A maior parte vem das regiões mais remotas do pais.

Na passada quarta-feira, Vladimir Putin anunciou que 300 mil reservistas serão mobilizados. Porém, fontes próximas do Kremlin revelaram ao jornal digital russo Meduza, com sede na Letónia, que o número de mobilizados será de 1,2 milhões de homens.

Mesmo os estudantes, que deveriam estar fora das listas, têm sido notificados para irem combater contra a Ucrânia.

Nos últimos dias, têm-se multiplicado as imagens de longas filas nas fronteiras da Rússia com o Cazaquistão, a Finlândia ou a Geórgia. Os voos para fora do país também têm estado a esgotar.

O anúncio da mobilização parcial já levou à detenção de mais de 1.300 manifestantes em protestos contra a medida. Os movimentos de oposição do Kremlin, anunciaram novas ações para este sábado.

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