Guerra Rússia-Ucrânia

"São sobretudo miúdos. É de loucos": já há imagens da mobilização militar na Rússia

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Mobilização em massa estará a ser feita, sobretudo, em regiões mais remotas da Rússia.

Os russos estão a reagir à mobilização militar parcial anunciada esta terça-feira por Vladimir Putin. Imagens nas redes sociais já mostram algumas pessoas a apresentarem-se ao serviço militar para seguirem para a guerra na Ucrânia. A informação disponível indica que a mobilização em massa está a ser feita, sobretudo, nas regiões mais remotas do país, como a Sibéria e ou o extremo oriente.

Por outro lado, há quem continue a gritar nas várias cidades da Rússia que não quer "morrer por Putin". Há ainda quem tente fugir do país. A procura de voos para fora da Rússia aumentou, sobretudo para países que permitem a entrada de cidadãos russos sem visto como a Sérvia e a Turquia.

Também o trânsito nas fronteiras com a Geórgia, o Cazaquistão ou a Finlândia se intensificou e há relatos que indicam que alguns dos que tentavam sair do país foram mandados para trás pelos guardas fronteiriços.

Esta é a primeira mobilização na Rússia desde a II Guerra Mundial. O decreto de Putin estipulou que o número de pessoas convocadas para o serviço militar ativo seria determinado pelo Ministério da Defesa, e o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, disse numa entrevista televisiva que 300.000 reservistas com experiência relevante de combate e serviço serão inicialmente mobilizados.

No discurso que proferiu ao país, em que anunciou uma mobilização parcial dos reservistas, o Presidente russo também fez uma ameaça nuclear velada aos inimigos russos do Ocidente.

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