Guerra Rússia-Ucrânia

"Há um ataque à infraestrutura, à capacidade económica, à viabilidade da Ucrânia como país"

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A análise de Germano Almeida aos ataques russos à Ucrânia.

Depois dos ataques de ontem a várias cidades ucranianas, os líderes do G7 reúnem-se hoje para discutir a situação no país. Volodymyr Zelensky participa por videoconferência.

“A Ucrânia está a ser alvo de ataque brutal, massivo, por parte de um dos maiores poderes militares do mundo. O que a Rússia mostrou ontem é que quer destruir a Ucrânia toda, quer destruir a identidade da Ucrânia”.

Na reunião do G7, o Presidente ucraniano vai pedir mais sistemas de defesa antiaérea para que o dia de ontem não se repita, diz o comentador da SIC. “A Ucrânia precisa de mais apoio porque tem o direito legítimo de autodefesa”.

Esta segunda-feira, a Rússia utilizou 83 mísseis e 17 drones iranianos nos bombardeamentos, cerca de 50% foram intercetados pelo sistemas de defesa antiaérea na Ucrânia.

“A Rússia tem interesse em atacar a economia ucraniana: as centrais elétricas, a capacidade produtiva”, diz.

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Zaporíjia é o alvo fulcral neste momento, sobretudo pela central nuclear mas também porque é um ponto fundamental para o acesso a sul. O oblast é controlado pela Rússia mas a capital, Zaporíjia, é controlada pelos ucranianos.

E outros locais onde existem centrais elétricas estão a ser alvo dos ataques russos.

“Há um ataque à infraestrutura, à capacidade económica, à viabilidade da Ucrânia como país”.

“O G7 tem de perceber que o grande desafio, além de travar a Rússia, é saber como a Ucrânia vai ser reconstruída e como vai funcionar como país nos próximos anos”, conclui Germano Almeida.

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