Guerra Rússia-Ucrânia

"A Rússia está fraca, está sem soluções no terreno e escalou com aquilo que tem para mostrar: terror e brutalidade"

Loading...

Germano Almeida analisa a situação na Ucrânia, a entrevista de Joe Biden, o apelo de Zelensky de mais sanções à Rússia, o compromisso assumido pelo G7 e o encontro de Putin e Erdogan.

A Rússia voltou a intensificar os ataques em várias cidades ucranianas. Esta manhã foram ouvidas explosões em Kherson e Melitopol, cidade ocupada pelos russos. Os Presidentes da Rússia e da Turquia encontram-se quinta-feira no Cazaquistão. O chefe da diplomacia turca apelou a um cessar-fogo "o mais rápido possível" antes da reunião.

Numa nova fase da ofensiva russa, com bombardeamentos intensos, Moscovo tem atacado sobretudo estações elétricas. 30% das infraestruturas energéticas já foram atingidas e por isso o governo ucraniano pediu à população para limitar o consumo de eletricidade.

Desde segunda-feira, "30%, quase um terço da capacidade da infraestrutura de energia da Ucrânia, foi atingida por mísseis russos" o que demonstra o objetivo claro da Rússia: “limitar a capacidade económica da Ucrânia”, comenta Germano Almeida.

"A Rússia está fraca, está sem soluções no terreno e escalou com aquilo que tem para mostrar: terror e brutalidade, com poder aéreo".

Biden diz que Putin "claramente avaliou mal" resistência ucraniana

Numa entrevista ontem à noite à cadeia televisiva norte-americana CNN, Biden referiu que Putin, "claramente avaliou mal" e "cometeu um erro de cálculo" sobre a resistência que encontraria na Ucrânia.

"Putin está a mostrar que, apesar de ser um ator racional, embora não pareça, cometeu um erro irracional", disse Biden sobre o Presidente russo.

O Presidente dos EUA disse também não acreditar que Putin vá utilizar armas nucleares e que não tenciona encontrar-se com o homólogo russo na próxima cimeira do G20.

Zelensky apela mais sanções à Rússia e o compromisso assumido pelo G7

"O que a Rússia fez com estes ataques foi aumentar o apoio à Ucrânia, dando razão a Zelensky".

As sanções podem ir mais longe: "por exemplo, a limitação de a Rússia ter algum tipo de tecnologia ou de aceder a algum tipo de materiais, isso limita a ação russa".

Os líderes do G7 prometeram "pedir contas” ao Presidente russo pelos violentos ataques contra civis em várias cidades ucranianas.

O G7 garantiu ainda ao Presidente Zelensky "apoio financeiro, humanitário, militar e diplomático, pelo tempo que for necessário", acrescentando que aguardam “com interesse os resultados da Conferência Internacional de Peritos sobre a Recuperação, Reconstrução e Modernização da Ucrânia”, que se realiza em 25 de outubro.

China apela ao diálogo entre Kiev e Moscovo

O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês apelou ontem para que a guerra termine "o que comprova que Putin está cada vez mais isolado".

Putin e Erdogan encontram-se amanhã no Cazaquistão

Na véspera do encontro entre Putin e Erdogan, Ancara voltou a pedir um cessar-fogo. Erdogan é dos poucos líderes mundiais que consegue chegar a Putin, diz Germano almeida.

"A Turquia volta a mostrar que não apoia a Rússia, mas é o único membro da NATO que não aplicou sanções e que tem capacidade de fazer a ponte" com Putin.

Neste encontro, os dois líderes podem falar sobre a renovação dos acordos de Istambul e tentar lançar novas negociações de paz.

Mas não se devem esperar grandes desenvolvimentos nem de Putin nem de Zelensky "porque a paz que Zelensly impôs - retirada das tropas russas do terreno, reparação de guerra por parte dos russos - Putin não a vai aceitar".

Últimas Notícias
Mais Vistos