Guerra Rússia-Ucrânia

EUA avisam Rússia que responderão se satélites norte-americanos forem atacados

EUA avisam Rússia que responderão se satélites norte-americanos forem atacados
Susan Walsh

O vice-diretor do departamento de não-proliferação e controlo de armas russo disse que os satélites norte-americanos “poderiam ser alvos legítimos para atacar”.

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Kirby, alertou esta quinta-feira a Rússia que Washington vai responder a possíveis ataques aos satélites norte-americanos após ameaças de um diplomata russo.

“Direi simplesmente que qualquer ataque à infraestrutura dos Estados Unidos terá uma resposta e será adequada à ameaça que representa à nossa infraestrutura”, explicou Kirby em conferência de imprensa.

Os comentários do porta-voz da Casa Branca surgem depois de o vice-diretor do departamento de não-proliferação e controlo de armas do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Konstantin Vorontsov, ter assegurado, no âmbito de uma comissão da Assembleia Geral da ONU, que os satélites norte-americanos “poderiam ser alvos legítimos para atacar”, se fizerem parte do conflito na Ucrânia.

“Estamos a falar sobre o [possível] uso dos Estados Unidos e dos seus aliados de componentes de infraestrutura civil no espaço, incluindo comerciais, em conflitos armados”, explicou o diplomata russo que lida com questões de controlo de armas, segundo a agência de notícias TASS.

O diretor-executivo da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, implantou satélites Starlink na Ucrânia dias depois de o chefe de Estado russo, Vladimir Putin, ter anunciado uma “operação militar especial” no país, termo usado para se referir à guerra em território ucraniano.

Musk disse a 15 de outubro que os terminais Starlink da SpaceX forneceram uma “vantagem no campo de batalha” para Kiev, custando menos do que um novo satélite GPS, segundo o portal de informação norte-americano Axios.

Desde o início do conflito russo-ucraniano, os satélites ocidentais já documentaram desenvolvimentos militares nas linhas da frente, bem como danos a bases aéreas russas e até valas comuns em territórios ocupados pelas forças do Kremlin.

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