Guerra Rússia-Ucrânia

Perto de 700 russos morrem por dia em Donetsk, avança Kiev

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A zona leste da Ucrânia é o epicentro da guerra.

Nas últimas semanas, as atenções na Ucrânia têm estado voltadas para Kherson, apesar do epicentro da guerra ser, nesta altura, a zona leste. Com o inverno a aproximar-se, a vida vai sendo cada vez mais difícil para os soldados – tanto ucranianos, como russos – e também para a população que continua a viver na linha da frente.

A cerca de sete quilómetros da linha da frente, a pequena cidade de Huliaipole, em Zaporizhzhia, está devastada. Uma realidade que já se entranhou nos hábitos de vida dos que ficaram: cozinham na rua e vão buscar água ao poço, quando os bombeiros não a conseguem trazer; as noites são passadas nas caves.

No campo de batalha, o ponto mais quente nesta altura é a região de Donetsk, onde as forças russas estarão a sofrer perdas sem precedentes. Segundo as forças amadas da Ucrânia, nos últimos dias têm morrido cerca de 700 homens por dia. O mesmo passa-se na zona de Lugansk.

As autoridades russas negam as perdas avançadas pela Ucrânia, mesmo pelo meio das crescentes críticas dos familiares dos militares russos recém-mobilizados. O próprio ministro da Defesa da Rússia visitou um quartel-general, numa tentativa de elevar a moral dos soldados.

As mais recentes imagens de satélite de Mariupol, mostram a extensão de um dos cemitérios da cidade ocupada pelas forças russas. Mais 1.500 novas sepulturas foram registadas em meados de outubro. As autoridades ucranianas estimam que desde o início da guerra tenham morrido pelo menos 25 mil residentes da cidade.

A Rússia diz que espera um gesto de "boa-fé", por parte da Ucrânia, para reiniciar o processo das negociações. Mas Kiev sublinha que s