Guerra Rússia-Ucrânia

Retirada de Kherson é "fracasso estratégico" russo e "vitória extraordinária" ucraniana

Retirada de Kherson é "fracasso estratégico" russo e "vitória extraordinária" ucraniana
Bernat Armangue

A reação de Washington e Londres à retirada das tropas russas da cidade ucraniana de Kherson.

O ministro da Defesa britânico, Ben Wallace, descreveu a retirada das tropas russas da cidade ucraniana de Kherson como "outro fracasso estratégico" para Moscovo, e reiterou o apoio do Reino Unido à Ucrânia.

"A anunciada retirada da Rússia de Kherson marca outro fracasso estratégico para eles. Em fevereiro, a Rússia não conseguiu alcançar nenhum dos seus principais objetivos, exceto Kherson", disse Wallace, num comunicado citado pela agência espanhola EFE.

As tropas ucranianas entraram na cidade de Kherson na sexta-feira, depois de as forças russas se terem retirado para a margem sul do Rio Dniepre, a outra metade da região da Ucrânia que Moscovo ocupou nos primeiros dias da guerra.

"Os militares russos sofreram uma enorme perda de vidas como resultado da sua invasão ilegal e só conseguiram o isolamento e a humilhação internacional", disse o ministro da Defesa britânico.

Wallace reafirmou o apoio do Reino Unido à Ucrânia, mas advertiu que ninguém deve subestimar a "ameaça contínua" que disse que a Federação Russa representa.

Já os Estados Unidos saudaram a reconquista da cidade de Kherson pelas forças ucranianas, na sexta-feira, como uma "vitória extraordinária".

"Parece que os ucranianos acabam de obter uma vitória extraordinária: a única capital regional que a Rússia apreendeu nesta guerra está agora de volta sob a bandeira ucraniana, o que é bastante notável", disse o Conselheiro de Segurança Nacional Jake Sullivan, citado pela agência francesa AFP.

As tropas ucranianas entraram na cidade de Kherson na sexta-feira, depois de as forças russas se terem retirado para a margem sul do Rio Dniepre, a outra metade da região da Ucrânia que Moscovo controlava desde março.

Kherson é uma das quatro regiões anexadas pela Rússia desde que invadiu a Ucrânia, em 24 de fevereiro deste ano, juntamente com Zaporijia (sudeste), Donetsk e Lugansk (leste).

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