Guerra Rússia-Ucrânia

Chefe da diplomacia europeia saúda "ponto de viragem" na guerra na Ucrânia

Chefe da diplomacia europeia saúda "ponto de viragem" na guerra na Ucrânia
FREDERICK FLORIN/Getty Imagens

Em causa está a retirada russa da cidade de Kherson.

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O chefe da diplomacia europeia saudou esta segunda-feira as "muito boas notícias" que chegam da guerra na Ucrânia, designadamente com a retirada russa da cidade de Kherson, mas sublinhou que a União Europeia deve continuar a apoiar a Ucrânia.

Em declarações à chegada a uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, em Bruxelas, o Alto Representante para a Política Externa, Josep Borrell, comentou que "as notícias da guerra na Ucrânia são muito boas para os ucranianos", pois o exército russo está a retirar as suas forças da região de Kherson, o que considerou "um ponto de viragem" no conflito, lançado por Moscovo em fevereiro passado.

Considerando que os últimos desenvolvimentos no terreno mostram que "a estratégia de apoiar militarmente a Ucrânia foi a certa", Borrell defendeu a necessidade de a UE "continuar a apoiar a Ucrânia" e comentou que, nesse quadro, os 27 tomarão esta segunda-feira mais "uma importante decisão, que é o lançamento da missão de treino para o exército ucraniano".

“Decidimos em tempo recorde lançar a missão e torná-la operacional em poucas semanas. Será na Polónia e há muitos países que querem participar nesta missão, que irá treinar cerca de 15 mil soldados ucranianos.”

Russos fugiram de Kherson, mas para trás ficou uma cidade destruída, sem vida e sombria

Uma reportagem da SKY News, parceira da SIC.

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Missão integrará militares portugueses

Os chefes de diplomacia da União Europeia deverão aprovar esta segunda-feira em Bruxelas o lançamento da missão de formação militar às Forças Armadas da Ucrânia, proposta em agosto passado pelo chefe da diplomacia europeia, a pedido das forças ucranianas, e que cujo objetivo é treinar, em solo da UE, cerca de 15 mil militares ucranianos.

A missão de formação, que integrará militares portugueses, tal como revelou o ministro João Gomes Cravinho na reunião de chefes de diplomacia da UE em outubro na qual a missão foi acordada, terá um mandato inicial de dois anos, com um orçamento de mais de 100 milhões de euros.

A reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros será seguida, na terça-feira, por uma outra ao nível de ministros da Defesa da UE, também com a Ucrânia em destaque na agenda.

Portugal está representado nestas reuniões pelo ministro João Gomes Cravinho e pela ministra Helena Carreiras.

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