Guerra Rússia-Ucrânia

Acordo para paz na Ucrânia? Marcelo diz que não vale a pena "resultado imediato" se criar "problema muito grave"

O Presidente da República considera que alcançar um acordo rapidamente só para pôr fim ao conflito, sem que haja certas garantias, pode trazer riscos num futuro não muito longínquo.

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Marcelo Rebelo de Sousa defende que não vale a pena tentar um resultado “muito imediato” quanto ao fim da guerra na Ucrânia, se ele não trouxer uma “paz duradoura”. O Presidente da República sublinha que o acordo que for assinado tem de respeitar os princípios internacionais fundamentais.

A posição foi expressa pelo Chefe de Estado português, esta terça-feira, em declarações aos jornalistas, à margem de um evento na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Questionado quanto às notícias de que estará perto um acordo com vista a pôr fim ao conflito em território ucraniano, Marcelo Rebelo de Sousa alertou para a qualidade da paz que se alcançará, se não houver certos requisitos.

Para o Presidente português, a paz na Ucrânia deve ser “duradoura” e conquistada respeitando os “princípios internacionais fundamentais”.

Aos olhos de Marcelo Rebelo de Sousa, o problema “é muito simples”: “Se aquilo que se consegue não respeita certos valores e princípios, provavelmente não é uma paz duradoura”, declarou.

“Deve fazer-se tudo pela paz, mas não de tal maneira que, para ter um determinado resultado muito imediato, muito imediato, muito imediato, se crie um problema muito grave, muito grave, muito grave, num prazo não muito longo”, alertou.

O presidente ucraniano adiantou, esta terça-feira, que está "pronto a avançar" com as negociações de um plano de paz. Volodymyr Zelensky ressalva, contudo, que quer aliados europeus consigo na discussão da proposta avançada pelos Estados Unidos da América.

O presidente norte-americano, Donald Trump, disse acreditar estar "muito perto" de um entendimento para pôr fim ao conflito na Ucrânia. Zelensky poderá ir a Washington ainda esta semana para finalizar o acordo, de acordo com o secretário do Conselho de Segurança da Ucrânia. A Rússia, por sua vez, ainda não se pronunciou.