Zelensky afirma que está disposto a renunciar à adesão à NATO, se houver garantias de segurança semelhantes ao artigo quinto do tratado. Declaração feita antes de partir para a Alemanha, que acolhe uma nova ronda de negociações com os enviados de Trump, com vista a um cessar-fogo na Ucrânia.
Pouco depois de ter aterrado em Berlim o presidente da Ucrânia era recebido pelo chanceler, na sede do governo alemão.
A par das demonstrações públicas de apoio a Zelensky, o objetivo da ronda de conversações é encontrar uma posição comum para as negociações com a Rússia.
A presença em Berlim dos norte-americanos Witkoff e Kushner esteve em xeque, mas Trump terá ficado convencido que havia progressos suficientes para continuar a negociar.
A Casa Branca aumentou a pressão sobre a Ucrânia e quer um acordo para breve. Kiev fala em desigualdade de tratamento.
Moscovo só admite um cessar-fogo depois das forças ucranianas se retirarem das partes de Donetsk que ainda controlam, logo, os Estados unidos propuseram que o exército russo não avance mais no terreno, enquanto a Ucrânia deve retirar.
Na coreografia de cedências e intransigências, há um passo que Zelenskyy está disposto a dar. Renunciar à exigência de adesão à NATO.
O site noticioso Axios noticiou que os Estados Unidos podem oferecer à Ucrânia garantias de segurança semelhantes às previstas no artigo 5.º do Tratado da aliança Atlântica, que seriam aprovadas pelo Congresso e teriam força de lei.
Outra concessão ficou patente nas declarações de Zelensky de que a Ucrânia poderia realizar um referendo sobre um acordo de paz que incluísse a cedência de território. Posição vista por Washington como um progresso.
Os aliados europeus terão assegurado que apoiarão Zelensky, caso proponha uma consulta popular sobre a questão territorial.

