A questão territorial continua no centro das negociações para a paz na Ucrânia, mas o foco de Volodymyr Zelensky está agora nas garantias de segurança no pós-guerra. A proposta passa por um mecanismo alternativo à NATO, baseado numa força multinacional liderada pela União Europeia, algo que Moscovo dificilmente aceitará, explica o coronel Mendes Dias.
O plano de paz que tem estado em cima da mesa assenta na questão territorial que nunca deixou de estar ligada às garantias de segurança no pós-guerra.
Para o analista militar, a lógica negocial tem sido "troca de nomes, troca de coisas para se obter o mesmo". No essencial, Moscovo procura impedir que Kiev reforce o seu potencial estratégico.
"No final, a Rússia não quer que a Ucrânia aumente o seu potencial estratégico.” Isso passa, desde logo, por travar a adesão à NATO, algo que Moscovo enquadra na sua narrativa histórica sobre a expansão da Aliança Atlântica.
Uma alternativa à NATO com a mesma finalidade
“O que Zelensky propõe é um mecanismo diferente da NATO, certo, mas que tem a mesma finalidade: garantir que a Ucrânia aumenta o seu potencial estratégico".
Numa primeira versão, o plano previa 28 pontos, com os Estados Unidos a garantirem a segurança ucraniana, sendo compensados por isso. Agora, a proposta evoluiu para a criação de uma força multinacional liderada pela União Europeia.
Este é um dos temas em análise no explicador com o coronel Carlos Mendes Dias.

