O chefe de operações do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Fanil Sarvarov, morreu esta segunda-feira em Moscovo na explosão de carro armadilhado, tornando-se o quarto general russo assassinado desde o início da guerra na Ucrânia.
O tenente-general Sarvarov foi vítima de uma bomba magnética colocada na parte inferior do seu automóvel, que detonou num parque de estacionamento a cerca de 150 metros da sua residência, no sul da capital russa.
O Comité de Investigação da Rússia informou que está a analisar várias hipóteses para o atentado, incluindo o envolvimento direto dos serviços de informação ucranianos, não tendo ainda divulgado pormenores sobre os autores do ataque.
Lembrando que este método já foi usado, o coronel diz que “há aqui um padrão de ação irregular, ainda mais neste caso, isto é feito em Moscovo. As capitais são sempre centros de decisão. Portanto, há aqui um padrão: primeiro, a existência da irregularidade na federação russa, segundo, as questões associadas à segurança. (…) Pelo menos em dois casos são engenhos explosivos improvisados que são colocados debaixo de viaturas. É claro que isto poderá ter consequências nos acordos de paz”, admite.
Este e outros temas em análise no explicador com o coronel Carlos Mendes Dias.
