Guerra Rússia-Ucrânia

ANÁLISE

Morte de general russo "poderá ter consequências nos acordos de paz"

O coronel Carlos Mendes Dias admite que a confirmar-se a morte do general russo, Fanil Sarvarov, chefe da Direção de Treino Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, que morreu na sequência da explosão de um engenho colocado debaixo do carro que se preparava para conduzir, no sul de Moscovo, se trata de uma "ação irregular".

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O chefe de operações do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Fanil Sarvarov, morreu esta segunda-feira em Moscovo na explosão de carro armadilhado, tornando-se o quarto general russo assassinado desde o início da guerra na Ucrânia.

O tenente-general Sarvarov foi vítima de uma bomba magnética colocada na parte inferior do seu automóvel, que detonou num parque de estacionamento a cerca de 150 metros da sua residência, no sul da capital russa.

O Comité de Investigação da Rússia informou que está a analisar várias hipóteses para o atentado, incluindo o envolvimento direto dos serviços de informação ucranianos, não tendo ainda divulgado pormenores sobre os autores do ataque.

Lembrando que este método já foi usado, o coronel diz que “há aqui um padrão de ação irregular, ainda mais neste caso, isto é feito em Moscovo. As capitais são sempre centros de decisão. Portanto, há aqui um padrão: primeiro, a existência da irregularidade na federação russa, segundo, as questões associadas à segurança. (…) Pelo menos em dois casos são engenhos explosivos improvisados que são colocados debaixo de viaturas. É claro que isto poderá ter consequências nos acordos de paz”, admite.

Este e outros temas em análise no explicador com o coronel Carlos Mendes Dias.