Incêndios em Portugal

Incêndio na Serra da Estrela quando terminar "merece ser estudado", diz Costa

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O primeiro-ministro diz é importante perceber o que "foi acontecendo ao longo da fita do tempo e poderia ter acontecido de forma diferente para evitar que ganhasse esta dimensão".

O primeiro-ministro, António Costa, considerou esta sexta-feira que o sistema de combate a incêndios está a responder bem às ocorrências dos últimos dias.

Quanto à situação que se vive na Serra da Estrela, o primeiro-ministro diz que quando terminar, se poderá "estudar - e merece ser estudado - em pormenor o que foi acontecendo ao longo da fita do tempo e que poderia ter acontecido de forma diferente para evitar que ganhasse esta dimensão".

O incêndio na Serra da Estrela, que deflagrou no concelho da Covilhã e alastrou para Manteigas, Gouveia, Guarda e Celorico da Beira está ativo há sete dias e na noite de quinta-feira sofreu um reforço de meios. Cerca de 1.600 operacionais, apoiados por 500 viaturas, estão no terreno e há pelo menos três frentes a dificultarem o combate.

A associação ambientalista Quercus pediu uma avaliação independente ao incêndio na Serra da Estrela e questionou qual foi a intervenção da AGIF - Agência para a Gestão Integrada dos Fogos face a criticas à descoordenação de meios.

A associação considera importante fazer-se "uma avaliação independente sobre este incêndio", para que fique claro o que deve ser melhorado para o futuro, e defende que deve haver prioridade máxima para a definição, antes do inverno, de medidas de emergência na gestão pós-fogo.

Devemos aprender com estas lições, para reordenar a paisagem.

Quanto à falta de apoio europeu no combate aos incêndios em Portugal, António Costa justifica-o com o aumento de fogos em vários países da Europa.

Ao contrário do que acontecia habitualmente, onde os incêndios existiam sobretudo no sul da Europa, (...) infelizmente temos tido uma realidade em que se tem vindo alargar.

Portugal vai adquirir duas aeronaves canadair para o combate aos incêndios, no âmbito de uma encomenda específica à Bombardier, feita pela Comissão Europeia, que só daqui a dois anos é que estarão operacionais

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