Isabel II

Há três países que não foram convidados para o funeral da Rainha Isabel II

Caixão da Rainha Isabel II a ser transportado para o aeroporto de Edimburgo, na Escócia
Caixão da Rainha Isabel II a ser transportado para o aeroporto de Edimburgo, na Escócia
ANDREW MILLIGAN
As cerimónias fúnebres da monarca irão juntar centenas de líderes mundiais em Londres.

O funeral da Rainha Isabel II, que decorre na próxima segunda-feira, irá contar com a presença de perto de 500 dignitários vindos de todo o mundo. Mas há três países que não receberam o convite para participar nas celebrações: a Rússia, a Bielorrússia e Myanmar.

O Reino Unido tem estado em sintonia com os aliados do Ocidente no isolamento da Rússia e da Bielorrússia (aliado do Kremlin) e na aplicação de sanções económicas aos dois países, devido à guerra na Ucrânia. Também Myanmar tem sido alvo de sanções por parte do Reino Unido, que apoia a comunidade Rohingya existente no sudeste asiático.

Durante o fim de semana foram enviados convites para a maioria dos líderes dos países com quem o Reino Unido mantém relações diplomáticas. O Governo britânico sublinha que as cerimónias fúnebres da Rainha Isabel II são “o maior evento internacional” que foi organizado no país, em décadas. Geralmente, o Reino Unido recebe apenas dois ou três Chefes de Estado por ano, mas, na próxima semana, estarão em Londres centenas, o que representa um grande desafio logístico, diplomático e, principalmente, de segurança.

Um dos primeiros convidados a confirmar a presença foi o Presidente norte-americano, Joe Biden, que irá fazer-se acompanhar pela primeira-dama, Jill Biden. Também o Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, já confirmou a presença no evento, sendo acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho. Há ainda quem tenha de fazer uma viagem de perto de 24 horas para estar presente: é o caso da primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, que também já confirmou a presença.

Os convites que foram enviados aos Chefes de Estado permitem a cada um levar os respetivos cônjuges ou companheiros. Caso não consigam comparecer, podem nomear o chefe de Governo ou um ministro para os representar durante a cerimónia.

O funeral da Rainha Isabel II irá decorrer na Abadia de Westminster, onde o corpo da monarca ficará em câmara ardente durante vários dias, para que os populares tenham oportunidade de prestar homenagem. O dia 19 de setembro será feriado nacional, por determinação do Rei Carlos III.

Para que tudo corra bem, é preciso seguir o protocolo: os Chefes de Estado estrangeiros receberam as regras para participar no funeral da monarca. Uma das regras impostas é que os líderes mundiais devem optar por voos comerciais que estarão autorizados a aterrar no aeroporto de Heathrow – a leste de Londres. Estão proibidas deslocações de helicóptero e os voos privados são desaconselhados.

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