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Jogos Olímpicos. "Se eu quiser ir a Paris 2024, eu vou"

TIAGO PETINGA

A judoca lusa, de 35 anos, que competia nos seus quintos Jogos Olímpicos, foi eliminada esta segunda-feira ao perder contra a polaca Julia Kowalczyk.

A judoca portuguesa Telma Monteiro, eliminada esta segunda-feira na segunda ronda de -57 kg de Tóquio 2020, reforçou que se "quiser ir a Paris 2024", no que seriam os seus sextos Jogos Olímpicos, pode consegui-lo, mas quer fazê-lo em alto nível.

Telma Monteiro, medalha de bronze no Rio 2016, havia batido a polaca Julia Kowalczyk no único combate que tinham realizado, em 2020, mas perdeu esta segunda-feira já no golden score, ao somar o terceiro castigo com 9.31 minutos de combate.

A judoca lusa, de 35 anos, competia nos seus quintos Jogos Olímpicos e em Tóquio2020 repete a classificação de Pequim 2008, com um nono lugar, resultante de uma vitória e uma derrota na competição, depois de bater a costa-marfinense Zouleiha Abzetta Dabonne na primeira ronda.

"O mais importante é descansar. Não sei o que vai ser o futuro, mas se eu quiser ir a Paris, eu vou. Disso tenho a certeza", atirou, na zona mista do Nippon Budokan.

Tendo isso em conta, e focando como principal a possibilidade de descansar, até porque "tomar alguma decisão agora seria errado", a judoca de 35 anos admitiu que já faz "judo ao mais alto nível há muito tempo, e muito bem", e tem de pesar várias coisas.

"Para Paris, será um apuramento olímpico muito exigente e eu não consigo pensar em chegar a um nível mais ou menos. O nível de exigência que tenho é que decide. Não quero ser uma atleta de alta competição mais ou menos. Quero pensar que posso ganhar sempre. Tenho de estar disponível para treinar a um nível que me permita pensar que eu posso ganhar sempre", resumiu.

Até Tóquio2020, "o ciclo foi muito exigente", sobretudo por várias lesões que sofreu, uma intervenção cirúrgica logo após o bronze no Rio2016, e "problemas nas costas".

"Foram dois anos a correr atrás das lesões. [...] Preciso mesmo de descansar, física e psicologicamente", desabafou.

A SIC EM TÓQUIO

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