Luanda Leaks

Isabel dos Santos abandona estrutura acionista do EuroBic

Unitel Angola

Processo de afastamento já foi iniciado.

O banco EuroBic anunciou esta quarta-feira, em comunicado, que Isabel dos Santos decidiu abandonar a estrutura acionista, afirmando ainda que o processo de afastamento já foi iniciado.

"Uma vez que tal decisão de saída é definitiva e irá concretizar-se o mais brevemente possível, a acionista renunciou desde já e em definitivo ao exercício dos seus direitos de voto", comunicou o banco.

Segundo o documento, os administradores não executivos que exercem funções na estrutura de gestão do Universo de Isabel dos Santos também apresentaram a renúncia aos seus cargos no EuroBic.

O banco anunciou na segunda-feira que iria encerrar a relação comercial com entidades controladas por Isabel dos Santos e "pessoas estreitamente relacionadas com a mesma". A posição terá sido tomada para pressionar a empresária angolana a sair do EuroBic, antigo BPN, do qual detinha mais de 40% do capital.

Constituída arguida em Angola

A empresária angolana foi constituída arguida por alegada má gestão e desvio de fundos durante a passagem pela petrolífera estatal Sonangol, anunciou esta quarta-feira a Procuradoria-Geral da República de Angola. O anúncio foi feito pelo procurador-geral, Heldér Pitta Grós, que está a caminho de Portugal para se reunir com a PGR portuguesa, Lucília Gago.

LUANDA LEAKS: A INVESTIGAÇÃO

A decisão surge na sequência de uma investigação levada a cabo pelo Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação, intitulada de Luanda Leaks, a maior investigação jornalística alguma vez feita aos negócios da empresária angolana Isabel dos Santos. Mais de 715 mil documentos foram analisados por 120 jornalistas dos maiores órgãos de comunicação social de todo o mundo começaram a ser divulgados.

O Expresso e a SIC associaram-se a este consórcio internacional e revelam como a filha do antigo Presidente de Angola fez chegar pelo menos 115 milhões de dólares dos cofres da Sonangol a uma sociedade do Dubai, controlada por pessoas próximas. Todas elas portuguesas.

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