Com um só objetivo em mente, o apuramento para o Campeonato do Mundo, Portugal sabia que só uma vitória, aliada a um deslize da Arménia, valeria o bilhete dourado para o Mundial 2026. Mas saiu tudo ao lado. Em Alvalade, os portugueses vacilaram nos instantes finais e empataram com a Hungria por 2-2.
A armada lusa sabia que não dependia apenas de si para ver, nesta terça-feira, confirmada a sua presença no nono Mundial da sua história, a sétima de forma consecutiva.
A Arménia, que entrou em campo diante da Irlanda, em Dublin, à mesma hora, teria de perder pontos – o que acabou por se verificar.
Era preciso ganhar, mas o jogo principiou exatamente de forma oposta. A Hungria, que se apresentou em campo com a lição bem estudada, abriu o ativo logo aos oito minutos, quando Attila Szalai cabeceou ao segundo poste, após canto batido pelo capitão Szoboszlai, para o fundo da baliza defendida por Diogo Costa.
A missão ficou mais difícil, mas não impossível. Até porque, vale a pena lembrar o leitar mais desatento, estava em campo um tal veterano de 40 anos que pode alterar o rumo de qualquer partida quando menos se espera.
O que aconteceu mesmo. Mas antes disso, perdeu-se a conta às investidas portuguesas que acabaram por não se traduzir em golo.
A Hungria, principalmente através de bolas parada e jogadas de contra-ataque, fez tremer por diversas vezes a defensiva portuguesa, mas quando a bola seguiu em direção à baliza nacional Diogo Costa deu conta recado.
Ronaldo... e Ronaldo outra vez
Até que, aos 22 minutos, a Seleção Nacional capitalizou uma das muitas ameaças ofensivas de que dispôs.
Após bom trabalho de Nélson Semedo na direita, já no interior da área, que culminou num cruzamento rasteiro para Ronaldo, CR7 não perdoou.
Com este tiro certeiro, o capitão português tornou-se no melhor marcador de sempre em jogos de apuramento para Campeonatos do Mundo, com 40 golos.
Uma marca que viria a aumentar nos últimos instantes do primeiro tempo. Aos 45+5, servido de forma açucarada por Nuno Mendes, Cristiano Ronaldo apareceu na área e, ao primeiro toque, fez aquilo que tão bem sabe: marcar golo.
Quem não marca sofre
Os portugueses sorriam no final do primeiro tempo. E, após o regresso ao relvado, a Seleção Nacional voltou mais forte.
Apesar de dominar em quase todos os momentos, o terceiro golo teimou em não chegar. Dois remates com estrondo ao posto em menos de dois minutos, um cabeceamento perigoso de Félix na cara do guarda-redes magiar, um remate de Vitinha a rasar o poste, entre outros lances de perigo, não foram suficientes para dilatar a vantagem.
Não aproveitaram os portugueses aproveitaram os húngaros. Quando a Arménia já perdia por 2-0, e o apuramento de Portgal parecia ser um dado adquirido, Szoboszlai finalizou da melhor maneira uma jogada de contra-ataque magiar quando corria o minuto 91.
Festa adiada para novembro. O apuramento continua bem perto e pode chegar já no dia 13 de novembro, em Dublin. Para isso, basta empatar frente à Seleção irlandesa.


