Qatar 2022

Manifestaram-se nas bancadas no Irão-País de Gales e foram abordados por seguranças

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Um dos manifestantes foi escoltado por vestir uma camisola contra o Governo do Irão.

Os jogadores iranianos deixaram a sua marca esta sexta-feira ao vencerem o País de Gales. Enquanto festejavam em campo, nas bancadas estava a decorrer uma manifestação contra o regime do Irão. Um grupo levou bandeiras com uma cruz preta por cima e roupa com frases a apelar à liberdade das mulheres, sem esquecerem Mahsa Amini.

Os seguranças do estádio Ahmed Bin Ali abordaram o grupo e um dos manifestantes foi escoltado por vestir uma camisola contra o Governo do Irão.

A Reuters não conseguiu confirmar imediatamente, porque é que o homem, que tinha vestido uma camisola que dizia “Mulheres, Vida e Liberdade”, estava a ser acompanhado por três seguranças.

O porta-voz do Comité Supremo Organizador remeteu a Reuters para uma lista de artigos proibidos da FIFA e do Qatar, mas sem especificar o artigo proibido que o adepto estaria a usar.

As regras proíbem artigos com “mensagens políticas, ofensivas ou discriminatórias”.

Uma mulher com lágrimas vermelhas segurava uma camisola de futebol com Mahsa Amini estampada nas costas, uma referência à jovem que foi morta depois de ser detida pelas autoridades, por usar de forma incorreta o véu islâmico.

A formação de Carlos Queiroz tem o destino nas mãos e, por coincidência, vai discutir a qualificação, na terça-feira, com os Estados Unidos, precisamente a equipa face à qual conseguiu a sua histórica primeira vitória em Mundiais.

O jogo contra os EUA terá uma dimensão altamente política, uma vez que a tensão entre Washington e Teerão se escalou após a repressão do governo iraniano.

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