Pandora Papers

Pandora Papers: os políticos e chefes de Estado que já reagiram em público às acusações

São centenas os nomes referidos nos Pandora Papers, por terem ocultado riqueza, fugido ao fisco e lavado dinheiro.

Depois do silêncio, alguns políticos e chefes de Estado começam a reagir, em público, às acusações de que têm sido alvo na mais recente investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas, no qual o jornal Expresso participou. São centenas os nomes referidos nos Pandora Papers, por terem ocultado riqueza, fugido ao fisco e lavado dinheiro.

Há os que são mais mediáticos, como Tony Blair e Putin. E há aqueles que, tendo menos visibilidade na comunicação social portuguesa, também governam. Uns e outros estão agora no mesmo saco: o de quem é acusado de ocultar ativos em empresas offshore. E todos reagem da mesma forma: garantem inocência.

O Presidente chileno, por exemplo, nega que haja conflito de interesses no caso da venda de uma empresa mineira, em 2010, a um amigo próximo. Sebastian Piñera é um dos homens mais ricos do Chile. Já tinha sido investigado neste caso, há uns anos.

Da Colômbia, apareceram os nomes da vice-presidente e ministra das Relações Exteriores e o do diretor Nacional de Serviços de Tributação Aduaneira. Terão participado num negócio nas Ilhas Virgens Britânicas, com um investidor que foi condenado por lavagem de dinheiro.

Ainda na América do Sul, o ministro da Economia do Brasil terá investimentos de milhões de dólares numa offshore também nas Ilhas Virgens Britânicas. O ministério nega a existência de irregularidades. Paulo Guedes vai ter de se explicar perante a Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados e perante a Comissão de Assuntos Económicos do Senado.

O ministro das Finanças da Sérvia também já negou ser proprietário de 24 apartamentos de luxo na Bulgária que terá comprado através de dois paraísos fiscais. Em 2019, este mesmo ministro foi acusado, pela Universidade de Belgrado, de ter plagiado partes da tese de doutoramento.

O Presidente da Ucrânia terá recebido dividendos de uma participação numa empresa de fachada registada nas ilhas virgens britânicas. O antigo ator diz que estas acusações já tinham sido feitas durante a campanha eleitoral de 2019.

São 12 milhões de ficheiros com referências a mais de 300 políticos em 90 países. Nos documentos investigados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas surgem ainda os nomes de centena e meia de milionários.

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