Presidência da UE

Conselho informal e reunião de líderes da UE e Índia marcam agenda da Cimeira Social no Porto

ESTELA SILVA/POOL

Debate do Conselho informal centrar-se-á na "aplicação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais a nível nacional e a nível da União Europeia".

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia reúnem-se este sábado no Palácio de Cristal, no Porto, para um Conselho informal com o Pilar Social na agenda e para uma Reunião de Líderes UE-Índia.

O debate do Conselho informal centrar-se-á na "aplicação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais a nível nacional e a nível da União Europeia" (UE), que esteve em discussão na Cimeira Social, que decorreu esta sexta-feira, na Alfândega do Porto, e que contou com a presença dos líderes europeus, parceiros sociais e representantes da sociedade civil.

De acordo com uma nota do Conselho Europeu, os 27 discutirão ainda o "modo de garantir uma recuperação inclusiva, colocando a educação e as competências no centro da ação política".

Já a Reunião de Líderes UE-Índia, agendada para as 13:00, enquadra-se numa das grandes prioridades da presidência portuguesa, "que consiste em reforçar a autonomia estratégica de uma Europa aberta ao mundo", neste caso com a região do Indo-Pacífico em foco.

Segundo uma nota da presidência portuguesa do Conselho da UE, "o combate à covid-19, as vacinas, a cooperação no setor digital, a parceria para a conectividade, a ação climática e as grandes questões internacionais e regionais estarão em debate num diálogo político entre os dois parceiros estratégicos".

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, marcará presença na reunião por via remota, devido ao agravamento da situação pandémica no seu país.

Cimeira UE-Índia é oportunidade para promover laços comerciais

A reunião de Líderes UE-Índia, que decorre no Porto, é uma oportunidade para promover laços comerciais e de investimento entre os dois "maiores espaços democráticos do mundo", afirmaram António Costa e Narendra Modi, num texto publicado no Politico.

"Devemos aproveitar esta oportunidade para aumentar as nossas relações, usando o enorme potencial de nossos espaços democráticos para promover os laços comerciais e de investimento e para apoiar o multilateralismo", lê-se no texto conjunto dos primeiros-ministros português e indiano, publicado no magazine online Politico.

Os governantes referem que o encontro dos líderes da União Europeia (UE) e da Índia é "um momento de profundo significado geopolítico", que visa "reforçar o diálogo entre os dois maiores espaços democráticos do mundo", dando um "novo ímpeto" à parceria entre os dois blocos, com efeitos positivos no comércio e no investimento internacional.

O encontro, apontaram, é uma oportunidade para expandir a cooperação entre a UE e a Índia "em novas áreas de importância decisiva para o desenvolvimento das sociedades e economias contemporâneas", como a transição digital, a conectividade, a mobilidade, a saúde, a transição energética e a ação climática.

"É o momento certo para retomar as negociações para um acordo comercial ambicioso e equilibrado, capaz de atuar como um fator-chave para o crescimento sustentável e a criação de empregos, tanto para a Índia quanto para a Europa. Além disso, um acordo UE-Índia enviaria um sinal poderoso ao mundo de apoio aos benefícios da cooperação comercial internacional", lê-se no texto.

Os governantes disseram que este sábado serão abertos novos caminhos de cooperação, através, por exemplo, do lançamento de uma parceria que visa promover a colaboração em matéria de transportes, energia e transição digital.

A UE, lembraram, é o maior parceiro comercial da Índia e o segundo maior destino das exportações indianas, tendo o comércio entre os dois territórios aumentado 72% na última década. Atualmente há cerca de 6.000 empresas europeias presentes na Índia, responsáveis por 1,7 milhões de empregos diretos e 5 milhões indiretos.

"A negociação de um quadro de proteção ao investimento à escala da UE proporcionaria mais estabilidade e segurança às empresas da Índia e da UE para expandir a sua presença nos respetivos mercados", apontaram os dois primeiros-ministros

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