Operação Marquês

Defesa de Vara considera pena exagerada. Tribunal diz que arguido tinha dever moral de agir de outra forma

Coletivo de juízes considera que Armando Vara tinha o dever moral de agir de forma diferente, porque exerceu altas funções públicas e esteve aos comandos do país.

Armando Vara foi condenado a dois anos de prisão efetiva por branqueamento de capitais. O tribunal diz que escondeu mais de 530 mil euros no estrangeiro para não pagar impostos. Este é o primeiro processo extraído da Operação Marquês a resultar numa condenação.

O coletivo de juízes considera que tinha o dever moral de agir de forma diferente, porque exerceu altas funções públicas e esteve aos comandos do país com um rendimento anual superior ao que a maioria dos portugueses ganha numa década de trabalho.

Separado do processo principal da Operação Marquês, Armando Vara é agora condenado pelo único crime que restou a acusação inicial. Para trás ficam quatro crimes, incluindo o de ter sido corrompido com um milhão de euros por empresários de Vale do Lobo.

Armando Vara não esteve no Campus de Justiça e soube na cadeia a sentença do tribunal. Está atualmente na prisão de Évora a cumprir uma pena de cinco anos por tráfico de influências no processo Face Oculta.