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Covid-19. DGS pediu duas semanas para definir posição sobre vacinação de jovens

Ivan Alvarado

Marta Temido salienta que o Governo não recomenda vacinas, mas que apenas aplica as recomendações das entidades técnicas sobre esta matéria.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) pediu duas semanas para estudar os pareceres da Comissão Técnica de Vacinação contra a covid-19 em jovens e os calendários de vacinação para definir uma posição, revelou esta quarta-feira a ministra da Saúde.

Em declarações aos jornalistas no final de uma cerimónia de assinatura de um protocolo com o setor social no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no Palácio Marquês do Alegrete, em Lisboa, Marta Temido salientou que o Governo não recomenda vacinas, mas que apenas aplica as recomendações das entidades técnicas sobre esta matéria.

"Aquilo que a DGS nos transmitiu ser o entendimento da Comissão Técnica de Vacinação é que será desejável dispor de mais algum tempo e referiram-nos um prazo de duas semanas para perceber mais em detalhe quais são os calendários", afirmou.

Segundo a governante, os pareceres preliminares desta comissão apontam para "uma priorização do grupo etário dos 18 aos 16 anos" e "uma priorização de vacinação de crianças com comorbilidades na faixa" abaixo, entre os 15 e os 12 anos, além do já referido "pedido de mais tempo" para recolha e análise de informação.

No entanto, garantiu que o executivo e a 'task force' responsável pelo processo estão preparados para qualquer cenário.

"Caso a indicação técnica seja de que é para vacinar os meninos dos 12 aos 18 anos, é para vacinar. Se a indicação técnica for noutro sentido, naturalmente que acomodaremos as nossas necessidades", observou.

"Estamos preparados para começar a vacinar abaixo dos 18 anos na última semana de agosto. A nossa campanha de vacinação está desenhada para isso, aguardamos ainda as indicações técnicas", continuou.

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