Vacinar Portugal

Covid-19. Vacinação dos maiores de 12 anos divide opiniões

A DGS ainda não tomou uma decisão sobre o assunto.

Os especialistas antecipam um pico de casos de covid-19 no inverno, se os maiores de 12 anos não forem vacinados. Entretanto, a Ordem dos Enfermeiros deu parecer negativo à vacinação dos adolescentes. A Direção-Geral da Saúde (DGS) ainda não tomou uma decisão sobre o assunto.

Mais de metade da população portuguesa já tem a vacinação completa e só um em cada três portugueses ainda não iniciou o processo – a maior parte tem menos de 20 anos. A discussão centra-se agora no que fazer em relação aos jovens com menos de 12 anos.

A Agência Europeia do Medicamento autorizou a administração das vacinas da Moderna e da Pfizer para os maiores de 12 anos. Se a DGS der luz verde, a vacinação para os menores pode arrancar na última quinzena de agosto.

A task force quer encurtar o intervalo entre tomas da Pfizer de 28 para 21 dias para que o processo esteja concluído antes do início do ano letivo.

Mas a Ordem dos Enfermeiros é contra: num parecer enviado à DGS, sustenta que a transmissão do vírus pelas crianças é menos importante do que a dos adultos. Por isso diz que é “prudente aguardar por uma maior e mais robusta evidência científica quanto aos benefícios e efeitos a médio e longo prazo, antes de ser tomada uma decisão de vacinação universal deste grupo etário”.

Dados apresentados no Infarmed mostram a eficácia das vacinas de mRNA em Portugal. No caso de doença sintomática, só a segunda dose parece ser eficaz. Já no que diz respeito à hospitalização, a eficácia é ainda maior logo desde a primeira toma.

Portugal recebe, nos próximos dias, um milhão de vacinas da Johnson&Johnson e da Pfizer que vêm da Noruega, Bulgária, Hungria e Itália. Esta entrega vai permitir manter o ritmo de vacinação, o que deixa o Presidente da República “irritantemente otimista”.

VEJA MAIS: