A vacinação em Portugal e no Mundo

Vacina da Moderna mantém anticorpos contra variante Delta até seis meses

Matthias Rietschel

Conclusão de um estudo publicado na revista "Science".

Um estudo publicado na revista científica "Science" mostra que a maioria dos vacinados contra a covid-19 manteve os anticorpos contra as variantes do SARS-CoV-2.

De acordo com a publicação, a maioria das pessoas vacinadas manteve os anticorpos seis meses depois da segunda dose da vacina.

"Estamos satisfeitos com os novos dados que mostram que as pessoas vacinadas com as duas doses da vacina mantiveram anticorpos por seis meses, incluindo contra variantes preocupantes, como a variante Delta. Estamos comprometidos em conseguir dados sobre a vacina e em partilhá-los", afirma o CEO da empresa, Stéphane Bancel.

O responsável espera que os novos dados ajudem os reguladores de saúde a tomar decisões sobre doses de reforço.

Níveis mais baixos de anticorpos foram observados em pessoas mais velhas. No entanto, a empresa adianta que eram "pequenas diferenças":

"É importante salientar que muitos indivíduos com mais idade mantiveram anticorpos contra as variantes seis meses após a segunda dose da vacina".

MICHAEL REYNOLDS

Vacina da Moderna mostra-se mais eficaz contra a variante Delta

A vacina da Pfizer/BioNTech poderá ser menos eficaz do que a Moderna contra a variante Delta, de acordo com dois estudos publicados no MedRxiv no domingo.

Num estudo com mais de 50 mil pacientes, no Mayo Clinic Health System - uma rede de serviços médicos norte-americana - os investigadores descobriram que a eficácia da vacina da Moderna contra a covid-19 caiu de 86% no início do ano para 76% em julho, quando a Delta era predominante. No mesmo período, a eficácia da vacina da Pfizer caiu de 76% para 42%.

Embora ambas permaneçam eficazes na prevenção da hospitalização por covid-19, poderá vir a ser necessário um reforço da vacinação com a vacina da Moderna mesmo para os que tomaram a Pfizer, alega o investigador Venky Soundararajan, responsável pelo estudo.

Dado Ruvic / Reuters

Num outro estudo, idosos de um lar em Ontário, no Canadá, produziram uma resposta imunitária mais forte, especialmente a variantes preocupantes, após a toma da vacina da Moderna.

Questionado sobre estes dois estudos, um porta-voz da Pfizer respondeu:

"Continuamos a acreditar que uma terceira dose da vacina poderá ser necessária dentro de seis a 12 meses após a vacinação completa para manter os níveis mais altos de proteção".