No terceiro trimestre deste ano, 6.009 vítimas de violência doméstica tinham um "botão de pânico" para pedir ajuda, mais 493 do que no mesmo período em 2024, segundo dados do Portal da Violência Doméstica, gerido pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG). Desde 2018, o número quase triplicou.
O "botão de pânico", idealizado para ser discreto e portátil, permite acionar ajuda imediata a qualquer momento. Ao ser ativado, uma equipa especializada localiza a vítima, avalia a situação e pode chamar a polícia.
Segundo um estudo publicado em 2024 no “European Journal of Criminology”, de investigadores do Centro de Investigação Interdisciplinar em Justiça da Universidade do Porto, cerca de 32% das vítimas ativaram o alarme, principalmente devido a perseguições, ameaças ou agressões físicas.
Mais de 99% são mulheres
Mais de 99% das pessoas protegidas por esta teleassistência são mulheres entre os 30 e os 54 anos, explica Marta Silva, coordenadora do Núcleo de Prevenção da Violência Doméstica da CIG, em declarações ao jornal Expresso.
Açores, Porto, Aveiro e Lisboa são as comarcas com o maior número de dispositivos ativos, segundo os dados de novembro partilhados por Marta Silva.

