Violência em Moçambique

Violência em Moçambique. Suíça disponibiliza 850 mil euros para assistência a deslocados

LUIS MIGUEL FONSECA

Os ataques provocaram dezenas de mortos e obrigaram à fuga de milhares de residentes de Palma.

O Governo suíço disponibilizou um milhão de dólares (850 mil euros) para assistência humanitária aos deslocados devido à violência armada em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, anunciou esta sexta-feira a embaixada.

"O povo suíço vai disponibilizar um adicional de um milhão de dólares para ser utilizado para ajuda humanitária na região do Norte", disse o coordenador humanitário da embaixada da Suíça em Moçambique, Gianluca Guidotti.

Gianluca falava esta sexta-feira em Pemba, durante o primeiro comité de supervisão de projeto de promoção de saúde em Cabo Delgado.

O valor, segundo avançou o coordenador, vai ser destinado à melhoria do acesso aos cuidados de saúde e a água potável nas aldeias de reassentamento dos deslocados.

"A embaixada da Suíça reitera a sua disponibilidade em continuar com o apoio técnico e financeiro à província de Cabo Delgado", acrescentou Milton Saranga, oficial de programas na embaixada da Suíça em Moçambique.

Violência em Cabo Delgado começou há mais de 3 anos

A violência desencadeada há mais de três anos na província de Cabo Delgado ganhou uma nova escalada há uma semana, quando grupos armados atacaram pela primeira vez a vila de Palma, que está a cerca de 25 quilómetros dos multimilionários projetos de gás natural.

Os ataques provocaram dezenas de mortos e obrigaram à fuga de milhares de residentes de Palma, agravando uma crise humanitária que atinge cerca de 700 mil pessoas na província, desde o início do conflito, de acordo com dados das Nações Unidas.

Hoje, o gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), relatou que "pelo menos 9.158 pessoas -- 45 por cento das quais crianças -- chegaram aos distritos de Nangade, Mueda, Montepuez e Pemba, de acordo com a última atualização da Organização Mundial para as Migrações", vindas da Vila de Palma, no norte de Moçambique, desde o passado dia 24, quando se verificou o ataque de grupos 'jihadistas', na localidade.

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