Violência em Moçambique

Violência em Moçambique. Falta de profissionais de saúde mental agrava crise humanitária

Recentes ataques a Palma acentuaram traumas dos cidadãos do norte de Moçambique.

Os recentes ataques em Palma, Moçambique, aumentaram os traumas de uma população fragilizada. À crise humanitária, junta-se a falta de profissionais de saúde mental.

Fugir foi o único caminho para milhares de pessoas que viviam em Palma, na província de Cabo Delgado. Famílias que partiram sem saber se chegavam juntas para escapar à morte, entre elas crianças que vivenciaram a perda.

Traumas acentuados pelo ataque recente de grupos armados, numa violência que existe na província do norte de Moçambique que há três anos e meio. À crise humanitária, junta-se a falta de apoio psicológico: não há profissionais suficientes para ajudar as vítimas da violência.

A diocese de Pemba, capital de Cabo Delgado, tenta fazer o que pode com o que tem. Já ouviu mais de 5 mil pessoas – algumas em sessões individuais, outras em sessões de grupo. Uma partilha de experiências semelhantes para devolver a resiliência e criar laços.

De acordo com as Nações Unidas, há mais de 700 mil pessoas a viver em campos de deslocados. As equipas de apoio psicossocial tentam devolver a paz de espírito possível, numa realidade de incerteza, de fome e de doenças, como a malária.