O especialista em riscos e proteção civil Jorge Eiras Pereira explicou na SIC que Portugal está agora na fase de resposta e recuperação pós-tempestade e alertou para os principais riscos atuais como derrocadas de terras instáveis e estruturas afetadas pelo vento forte.
Apesar do pior já ter passado, hoje ainda é necessário ter cuidados especiais. O perito recomenda que a população evite sair à rua e não sobrecarregue os sistemas de comunicações "uma vez que alguns deles estão bastante afetados e serão necessários para responder a situações de emergência".
"Estamos na fase da resposta e da recuperação. Nesta fase, a população afetada, mas que não corre perigo, deve evitar sair à rua para evitar também constranger este sistema que está implementado para responder e repor a normalidade".
Derrocadas de terras que ficaram instáveis, por exemplo, é um aspeto a que todos temos que estar atentos.
"Zonas instáveis, algumas estruturas que foram afetadas pelo vento forte e que estarão em situação de instabilidade e que poderão vir a cair, deve ser reportada essa situação às autoridades para resolverem esses pontos mais críticos que poderão provocar alguns acidentes".
O perito estabeleceu paralelos com a tempestade Leslie de 2018 e defendeu a importância do modelo municipal de proximidade na preparação e resposta a estas situações cada vez mais frequentes.
"O modelo local de proximidade é necessariamente o modelo que está mais preparado para responder. O modelo nacional emite os avisos à população e o próprio estado de alerta dos elementos do CIOPSE, mas o patamar municipal tem aqui uma importância elevada na preparação da população e, claro, está nas operações de resposta, recuperação".
