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Situação de calamidade: o que dizem os partidos?

O Governo decretou situação de calamidade até 1 de fevereiro. O anúncio foi feito pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, após a reunião semanal do Conselho de Ministros. O decreto abrangerá cerca de 60 municípios que vão desde o concelho de Mira, a norte, até aos de Lourinhã e Torres Vedras, a sul.

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Podem ser acrescentados outros concelhos por despacho da ministra da Administração Interna, sem necessidade de nova reunião do Conselho e Ministros.

A 1 de fevereiro, domingo, serão revistas as condições para perceber "se se justifica um prolongamento" da situação de calamidade.

O que dizem os partidos?

O PS considerou esta quinta-feira que o Governo decretou tardiamente o estado de calamidade nas áreas mais afetadas pela tempestade Kristin e que faltou uma comunicação às populações por parte da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral.

Isabel Mendes Lopes, co-porta-voz e líder parlamentar do Livre, falou aos jornalistas na Assembleia da República para pedir "todos os esforços para que a situação se regularize o mais cedo possível" após a passagem da depressão Kristin e saudou a decisão do executivo de declarar estado de calamidade, embora frisando que devia ter sido decretado "um pouco mais cedo".

O PCP criticou esta quinta-feira o Governo por não ter decretado mais cedo a situação de calamidade na sequência dos danos provocados pela tempestade Kristin, considerando que era uma decisão óbvia dada a dimensão dos prejuízos.

O líder parlamentar do PSD considerou esta quinta-feira que as críticas da oposição à atuação do Governo durante a depressão Kristin revelam "falta de preparação e de maturidade" para governar.