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Tempestade Kristin: Livre saúda estado de calamidade mas considera que chegou tarde

Isabel Mendes Lopes, do Livre, criticou a demora na declaração do estado de calamidade após a tempestade Kristin. A deputada saudou a decisão do Governo mas defendeu que deveria ter sido tomada mais cedo.

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Isabel Mendes Lopes, co-porta-voz e líder parlamentar do Livre, falou aos jornalistas na Assembleia da República para pedir "todos os esforços para que a situação se regularize o mais cedo possível" após a passagem da depressão Kristin e saudou a decisão do executivo de declarar estado de calamidade, embora frisando que devia ter sido decretado "um pouco mais cedo".

"Saudamos a declaração do estado de calamidade, consideramos que deveria ter sido um pouco mais cedo quando já era óbvio que era necessário, os apelos dos autarcas já o tinham deixado muito óbvio quando regiões inteiras ficaram sem telecomunicações, mas saudamos, mais vale tarde do que nunca", frisou.

Para a deputada, é preciso que o "Governo seja muito rápido na resposta e na articulação com os autarcas de forma muito mais célere" do que até agora.

O Conselho de Ministros reuniu-se esta quinta-feira de manhã e decidiu "decretar a situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade Kristin", segundo uma nota divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro.

Esta tarde, o primeiro-ministro disse que o Governo está a estudar as formas de financiamento e mecanismos para apoiar a reconstrução das zonas afetadas pelo mau tempo, assegurando que as populações terão ajudas.

Pelo menos seis pessoas morreram em consequência da passagem da depressão Kristin por Portugal continental, que deixou um rastro de destruição e causou feridos e desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria, por onde a depressão entrou no território continental, Coimbra, Santarém e Lisboa.

A tempestade provocou quedas de árvores e de estruturas, o corte e o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.

Com LUSA