O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê um período prolongado de chuva na próxima semana em todo o território continental, mas sobretudo no norte e centro, regiões atingidas pelo mau tempo nos últimos dias na sequência da depressão Kristin.
A Comissão Nacional de Emergência e Proteção e Civil vai reunir-se no domingo, anunciou a ministra da Administração Interna: "Precisamente para nos prepararmos para a situação que vamos viver depois de domingo à noite quando a severidade meteorológica voltar a fustigar-nos.", referiu.
Como vai estar o tempo a partir de domingo?
O dia de domingo será de céu muito nublado ou encoberto em todo o território. Ao longo do dia, estão previstos períodos de chuva ou aguaceiros, que poderão ser por vezes fortes nas regiões Norte e Centro a partir do meio da tarde.
Existe ainda a possibilidade de ocorrência de trovoada nas regiões do litoral no final do dia. O vento soprará fraco a moderado, até 30 quilómetros por hora, de sudoeste, tornando-se por vezes forte nas terras altas e, a partir do meio da tarde, também no litoral, com rajadas que poderão atingir os 75 km/h no final do dia.
Segundo o meteorologista Nuno Lopes do IPMA, para sábado está prevista pouca precipitação, mas a partir de domingo deverá chover praticamente todos os dias em quase todo o território nacional, sobretudo nas regiões Norte e Centro.
O especialista adiantou que as previsões indicam a ocorrência de mais de 160 milímetros de precipitação ao longo da semana no Norte do país, embora a região Sul também venha a ser afetada.
Os modelos apontam ainda para agitação marítima forte a partir do início da próxima semana, bem como para queda de neve e episódios de “vento pontualmente forte”, que deverão ser enquadrados em avisos amarelos, mas que, face às fragilidades que o território apresenta, poderão ter impactos superiores.
Proteção Civil deixa alerta à população
O comandante nacional de Emergência e Proteção Civil alertou esta sexta-feira as populações para a necessidade de retirarem bens e animais de zonas suscetíveis a inundações, face à previsão de chuva persistente na próxima semana.
Mário Silvestre destacou as bacias do Mondego e do Tejo e sublinhou que as medidas preventivas se aplicam também a áreas urbanas, não estando excluída a ocorrência de inundações rápidas.
Segundo referiu, trata-se de "antecipar um problema" através da adoção de medidas preventivas nas áreas que estão sujeitas a ser inundadas, apontando o exemplo de vários parques de estacionamentos que estão em leitos de cheia.
A Proteção Civil garante estar preparada, com meios como embarcações e bombas de alta capacidade prontas a ser mobilizadas se necessário. Na página oficial da entidade está disponível um comunicado com as medidas preventivas a adotar face ao cenário de precipitação, vento forte, neve e agitação marítima que se prevê para os próximos dias.
APA diz que será uma semana "muito complicada"
Em conferência de imprensa, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, afirmou que dispõe dos próximos dois dias para preparar as albufeiras para uma semana que se antecipa "muito complicada", devido à previsão de chuva em todo o território continental.
Entre os dias 30 e 31 de janeiro e 1 e 2 de fevereiro, a APA alerta para caudais acima do habitual em várias bacias hidrográficas do país.
Incluindo os rios Minho (sub-bacia do Coura), Cávado, Ave, Sousa, Mondego, Vouga, Águeda, Lima (sub-bacia do Vez), Douro, Tâmega, Zêzere, Tejo, Nabão, Sorraia e Sado. Esta situação aumenta a possibilidade de inundações, sobretudo em zonas urbanas onde se prevê maior intensidade de precipitação.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
- Com Lusa
