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"As intervenções são difíceis": presidente da E-REDES alerta para dificuldades na reposição de energia

O presidente da E-REDES indica que 80% das ligações elétricas poderão ser restabelecidas em cinco dias, mas os restantes 20% apresentam maior dificuldade de recuperação devido à complexidade dos estragos e condições de acesso.

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Cerca de 266 mil clientes da E-REDES continuavam, na tarde desta sexta-feira, sem fornecimento de eletricidade em Portugal continental, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin na rede elétrica.

Em entrevista ao Jornal do Dia, da SIC Notícias, José Ferrari Careto, presidente da E-REDES, fez o ponto de situação, referindo que a infraestrutura elétrica sofreu uma forte devastação, com cerca de 50 postos de alta tensão destruídos, bem como 700 quilómetros de rede de alta tensão danificados.

“Nós temos vindo a recuperar, dentro do possível. As intervenções são difíceis, há campos alagados, os postos partidos estão em locais de difícil acesso”, apontou o dirigente da operadora da rede de distribuição de energia.

José Ferrari Careto referiu também que os trabalhos no terreno decorrem de forma contínua, com centenas de equipas mobilizadas, mas condicionados pela complexidade dos estragos e pelas condições de segurança necessárias para as intervenções.

“Caso não haja um agravamento significativo das condições meteorológicas, podemos ter 80% das nossas ligações, portanto, dos nossos clientes, ligados à rede num prazo de cinco dias, o que quer dizer que acabará no próximo domingo. Depois, os restantes 20% são mais difíceis de recuperar, mas estamos empenhados em trazer de volta estes 20%”, rematou.

O presidente da E-REDES explicou ainda que a atual situação não é comparável a outros eventos recentes que afetaram o fornecimento de energia, sublinhando as diferenças no tipo de ocorrências enfrentadas.

“São fenómenos de natureza diferente. A recuperação do apagão é muito diferente desta recuperação. Tem aspetos comuns, como a priorização de onde queremos ou não avançar, a proteção dos clientes que têm equipamentos de suporte de vida e a preocupação com os hospitais. No entanto, no apagão não houve danos físicos na rede”, concluiu.

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