Meteorologia

Depressão Leonardo ameaça país em recuperação, sobretudo quem tem telhados abertos

Uma semana depois da tempestade Kristin e ainda sem que o país tenha conseguido recuperar, a depressão Leonardo vai trazer chuva persistente, queda de neve, vento e agitação marítima forte.

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Há uma nova depressão a chegar a Portugal e que se vai sentir a partir desta terça-feira à tarde no Alentejo e Algarve. A depressão Leonardo vai trazer chuva persistente, queda de neve, vento e agitação marítima forte. O litoral do país está em alerta laranja.

O tempo urge, as telhas escasseiam e a mão de obra não chega para recuperar tudo o que a Kristin destruiu.

Nas últimas horas, mais um homem de 63 anos perdeu a vida ao cair de um telhado em Porto Mós.

A Proteção Civil contabiliza 10 mortes desde o inicio da depressão, centenas de feridos e distritos, sobretudo Leiria, Coimbra e Santarém, irreconhecíveis, dependentes da ajuda de voluntários e de militares.

No balanço desta segunda feira, em quatro distritos, cerca de mil militares asseguram agora a desobstrução de vias, a remoção de escombros, o apoio de engenharia e reforço de comunicações.

Cerca de 118 mil clientes da E-redes continuavam sem energia esta terça-feira de manhã. A maioria no distrito de Leiria, com 85 mil.

Com o plano de emergência da Proteção Civil ativado e a situação de calamidade alargada até dia 8 de fevereiro, o país vai enfrentar um novo temporal nos próximos dias.

A depressão Leonardo atinge primeiro a região do Baixo Alentejo e do Algarve. A partir de quarta-feira deverá estender-se ao resto do continente.

A Agência Portuguesa do Ambiente alerta para os riscos.

O litoral do país está sob aviso laranja, com rajadas de vento que podem atingir os 100 km/h nas terras altas.

A Proteção Civil pede à população que evite deslocações sempre que possível. A instabilidade de infraestruturas é ainda uma ameaça.

Uma semana depois da depressão Kristin e ainda sem que o país tenha conseguido recuperar, a depressão Leonardo é a mais recente ameaça, sobretudo, para quem tem telhados abertos, empresas fechadas e para as famílias desalojadas que não podem regressar a casa.