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"Fui pedir socorro": morador de 84 anos teve de "improvisar" para salvar a casa em Vieira de Leiria

Um popular de 84 anos viu parte do telhado da casa ser levado com o vento em Vieira de Leiria. Nos primeiros dias, teve de improvisar para conseguir salvar a casa. A solução foi um remendo no telhado.

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Uma semana depois da passagem da depressão Kristin, há um rasto de destruição em casas, empresas e edifícios públicos em Vieira de Leiria. A população está a improvisar soluções para tentar regressar à normalidade.

Um popular de 84 anos viu parte do telhado da sua casa ser levado com o vento. Nos primeiros dias, teve de improvisar.

"Com um plástico, mas mesmo assim a chuva fazia boias de água e tinha que estar com os pés a tentar que o plástico não rasgasse", explicou.

O homem acrescentou que, com a idade que tem, foi um amigo de longa data que lhe deu a mão e o ajudou nesta fase complicada.

"É um empreiteiro que conhecemos desde criança e fui pedir socorro", acrescentou.

Durante toda a semana em Vieira de Leiria não houve eletricidade, nem rede móvel. As dificuldades mantêm-se, até para conseguir pedir ajuda.

"Uma vez que não temos qualquer comunicação, as pessoas deslocam-se ao quartel e fazem o pedido de ajuda pessoalmente ou, noutras situação, fazem a chamada via 112 e depois é nos informado através do Comando Sub-regional de Leiria a solicitação de ambulâncias", explica João Lavos, Bombeiro Voluntário de Vieira de Leiria.

Um das antenas de telemóvel que servia a vila está agora no chão. O quartel dos bombeiros esteve sem água durante vários dias e só havia luz através de um gerador.

O posto dos bombeiros ficou com danos profundos na estrutura e em alguns carros e os prejuízos são bastante avultados.

"Tínhamos oito portões e ficou apenas um a funcionar, ou seja, sete foram danificados pelos danos que se fizeram sentir. O facto das telhas terem voado do telhado, e das chuvas que tem havido, temos tido algumas infiltrações", disse João Lavos.