A baixa de Alcácer do Sal voltou a inundar esta madrugada. Apesar dos esforços para bombear a água da Avenida dos Aviadores, a praiamar não permitiu a descida do nível do rio Sado.
Nos períodos de maré cheia, a água subiu até um metro na zona baixa da cidade e noutros locais de Alcácer fez-se o que há a fazer quando se calcula que a uma praiamar se junte nova chuvada forte e prolongada.
"O serviço de ação social está a avisar porta a porta todos os moradores, como tem feito todos estes dias (...) para os alertar dos riscos que correm e também para precaver os bens", garantiu Tiago Bugio da Proteção Civil.
Alcácer do Sal está ao mesmo tempo a prevenir e a remediar.
"Quem quiser sair tem de nos comunicar e nós vamos lá com os bombeiros e retiramos. Caso não tenham habitação familiar ou de amigos, nós temos vários espaços que nos foram cedidos onde estamos a alojar essas pessoas e essas famílias", explicou Clarisse Campos, presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal.
A população da zona está toda a salvo. Mas nem sempre é fácil explicar porque é que o regresso a casa ainda não é possível. Que o diga a diretora de um lar de terceira idade:
"Vejo a agonia deles para virem para o espaço deles. Agarram-se a mim a perguntar 'quando é que vamos para a nossa casa'", disse Paula Vasques.
Já o ministro de um Governo que não tem sido muito visível no terreno fez uma visita de médico a Alcácer para dizer o óbvio.
"Estamos a trabalhar juntos das populações, juntos dos autarcas (...) não paramos enquanto não resolvermos tudo o que temos para resolver", garantiu Miguel Pinto Luz.
