A ministra do Ambiente reconheceu esta quarta-feira, em entrevista à SIC Notícias, a vulnerabilidade da rede elétrica portuguesa face a tempestades como a Kristin, que deixou uma faixa do país sem eletricidade.
“O nosso sistema elétrico foi completamente devastado naquela zona, no corredor entre Leiria e a Figueira. Os ventos varreram os postes, que estão preparados para aguentar até 150 km/h”, explicou.
A alternativa, explicou, seria ter a rede elétrica enterrada, mas fazer essa transição pode “demorar anos” e terá um custo “15 vezes” superior. No entanto, a ministra garante que o Governo vai avançar com o planeamento.
“Quando nos preparamos para ser mais resilientes a tempestades destas, significa uma rede elétrica com parte no subsolo. (...) Vamos fazer o planeamento, uma arquitetura de rede é algo complexo. Pedi ao comissário financiamento europeu em parte, a outra parte [será suportada] pelos contribuintes ou pelos consumidores”, anunciou.
Sobre a reposição da energia nos locais afetados pela tempestade, Maria da Graça Carvalho avançou que, “se tudo correr normalmente”, estará a funcionar a 100% até ao final do mês.
