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Coreia do Sul descrente na capacidade do Norte de construir mísseis nucleares

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul afirmou hoje não acreditar que a Coreia do Norte tenha conseguido reduzir o tamanho das ogivas nucleares de forma a instalá-las em mísseis. 

As duas Coreias continuam tecnicamente em guerra, uma vez que o conflito  de 1950-53 terminou com a assinatura de um armistício e não de um tratado  de paz (Reuters/ Arquivo)
© Stringer Korea / Reuters

Segundo a avaliação, o Exército da Coreia do Norte ainda não diminuiu  o suficiente o tamanho das ogivas nucleares de forma a colocá-las em mísseis  balísticos, disse, em conferência de imprensa, o porta-voz da Defesa sul-coreana.

"A Coreia do Norte efetuou três ensaios nucleares, contudo, persistem  dúvidas sobre se se encontra na fase em que pode reduzir o peso e a dimensão"  dos dispositivos atómicos para a sua instalação num míssil", apontou. 

A avaliação por parte de Seul contrasta com a mais recente conclusão  da Agência dos Serviços de Informação Militares (DIA, na sigla em inglês)  dos Estados Unidos, a qual foi revelada, esta quinta-feira, pelo congressista  republicano Doug Lamborn na Câmara dos Representantes. 

A DIA acredita, "com uma confiança moderada, que a Coreia do Norte atualmente  tem armas nucleares eficazes quando unidas a mísseis balísticos", apesar  de a fiabilidade ser baixa, refere o relatório citado por Doug Lamborn,  que afirmou ter lido uma parte não classificada do documento. 

O Pentágono também considerou "inexato" sugerir que o regime de Pyongyang  tenha testado ou demonstrado o tipo de capacidade nuclear invocado. 

Embora o regime de Kim Jong-un tenha garantido possuir mísseis com capacidade  nuclear, a maioria dos especialistas e serviços de inteligência continuam  a considerar que não se encontra dotado de avanços técnicos suficientes  para reduzir o tamanho das ogivas até ao ponto de as poder instalar em projéteis.

Pyongyang já efetuou três ensaios nucleares, em 2006, 2009 e em fevereiro  último, todos fortemente condenados pela comunidade internacional e objeto  de sanções por parte do Conselho de Segurança da ONU. 

As últimas avaliações sobre a capacidade nuclear norte-coreana chegam  numa altura marcada por uma forte tensão na península, depois de o regime  ter ameaçado com ataques nucleares Seul e Washington. 

 Lusa