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Pânico a bordo de Boeing 737 que tentou várias aterragens de emergência em Madrid

Avião transportava equipa de basquetebol da Lituânia e ficou sem sistema de navegação a 5.000 pés de altitude.

Avião tentou várias aterragens de emergência no maior aeroporto da capital espanhola, o de Barajas, mas teve de ser desviado para a base militar de Getafe.

Uma hora de pânico

Não há imagens do incidente, mas os testemunhos dos passageiros são esclarecedores dos momentos de pânico que se viveram na última sexta-feira na capital espanhola.

O Boeing 737 da companhia lituana de voos charters Klasjet transportava a equipa de basquetebol Zalgiris Kaunas para a próxima deslocação a Istambul, após vencer o Real Madrid para a Liga Europa da modalidade.

Tudo corria bem até que, pouco depois de levantar voo do principal aeroporto de Madrid, o aparelho ficou sem sistema de navegação.

Segundo os especialistas citados pela imprensa espanhola, os pilotos deixaram de ter acesso a informações vitais do aparelho, como a que velocidade seguiam, e foi declarado o estado de emergência.

Guiado apenas pelos controladores aéreos de Madrid, os pilotos encetaram várias tentativas de aterragem ainda no aeroporto de Barajas, já o tráfego aéreo em torno do maior aeroporto de Espanha ser suspenso para permitir a aterragem de emergência do avião de série 37-500.

À terceira tentativa foi de vez., O Boeing 737 fez-se à pista, mas já fora de Barajas, na base aérea militar na periferia de Madrid, enquanto toda uma equipa de basquetebol, mais famílias e equipa técnica resistiam a uma experiência assumidamente traumática, a avaliar pelos testemunhos nas redes socias.

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A esposa de um dos jogadores do clube lituano descreve assim uma "aterragem de emergência que foi a mais assustadora experiência da vida", da qual e ainda está "em choque".

Amber Thompson diz mesmo que, após pisar solo firme da base militare de Getafe ponderou todas as hipóteses para regressar a casa, por todos os meios, menos de avião:

"32 horas de carro ou 2 dias de comboio - sim, quantidades absurdas de tempo. No final de contas, voar é seguro e eu voei hoje, mas certifiquei-me de que não era o mesmo avião! Estou grato por uma aterragem de emergência em segurança ontem e um voo seguro para Kaunas hoje."

O El Pais publicou a imagem do Flightradar que regista toda a tragetória deste avião que tentou várias aterragens em Barajas mas teve de ser desviado para a base militar de Getafe, após encerrar temporariamente espaço aéreo da capital espanhola

El Pais

Nem todos os Boeing são MAX

O 737 é o avião a jato mais vendido na história da aviação comercial. Criado em 1967 resistiu a mais de meio século sem grandes sobressaltos até que o último modelo da marca deixou o mundo em alerta.

O mais recente Boeing intitulado 737 Max 8 prometia melhorar o modelo anterior, mas sucumbiu à queda de dois aparelhos em meio ano:

O 1.º avião da Ethiopian Airlines despenhou-se em 10 de março pouco depois de ter descolado de Adis Abeba, capital da Etiópia, matando todas as 157 pessoas a bordo.

Cinco meses antes um outro aparelho da Lion Air, na Indonésia, despenha-se no mar e faz 189 mortos.

O modelo passa assim a ser proibido em grande parte do espaço aéreo global e pelas principais companhias aéreas do globo.

Uma das maiores fabricantes mundiais de aeronaves e a segunda maior empresa de defesa e mercado aeroespacial do mundo é arrastada para a maior crise da história com perdas de 30 mil milhões em bolsa.

Agora, e a par da investigação às causas dos dois acidentes, a Boeing promete uma atualização do software do 737 MAX e formação específica aos pilotos, onde serão abordados os problemas detetados nas investigações aos dois acidentes.