Mundo

Quase 500 pessoas morreram na Líbia desde o início dos ataques a Tripoli

Hani Amara

Dados da Organização Mundial de Saúde.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou esta quarta-feira que 443 pessoas morreram e 2.110 ficaram feridas na capital da Líbia, desde que o Exército Nacional Líbio lançou uma ofensiva contra Tripoli, em 4 de abril.

A agência de Saúde da ONU informou ainda, através da sua página na rede social digital Twitter, que o número de pessoas deslocadas pelos combates na Síria pode chegar aos 60 mil, confirmando que está a criar um plano de ajuda humanitária.

Na quarta-feira, o porta-voz da ONU Stephane Dujarric disse que a organização está "muito preocupada" com os relatos que chegam de ataques aéreos que esta semana se intensificaram sobre um centro de detenção de migrantes, em Tajoura, a leste de Tripoli, havendo já dois feridos a registar.

O mesmo porta-voz, numa conferência com jornalistas, anunciou ainda que a missão da ONU na Líbia "também está preocupada com o aumento de casos de prisão arbitrária e de sequestros de funcionários, ativistas e jornalistas".

A ONU tem vindo a pedir a libertação imediata destas pessoas, temendo um agravamento da situação nas próximas semanas.

A guerra civil na Líbia opões fações rivais pelo controlo do território e do petróleo do país, desde 2014, e resultou da onda de violência entre as milícias que derrubaram o ditador Muhammar Khadafi, na primeira guerra civil de 2011.

Lusa

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