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Trump diz que envolvimento de príncipe saudita na morte de Khashoggi não está provado

Amr Nabil

O Presidente dos EUA considerou o príncipe herdeiro como um "amigo" e felicitou-o pelo seu "trabalho espetacular".

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou hoje que a responsabilidade do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, no assassínio "horrível" do jornalista saudita do Washington Post Jamal Khashoggi não está estabelecida.

"Eu estou extremamente furioso que uma coisa como essa possa ter acontecido" mas "ninguém apontou diretamente o dedo" ao dirigente saudita, declarou Donald Trump, durante uma conferência de imprensa no final da cimeira do G20 em Osaka, no Japão.


Durante um pequeno-almoço de trabalho, Trump considerou o príncipe herdeiro como um "amigo" e felicitou-o pelo seu "trabalho espetacular", mas ignorou muitas perguntas dos jornalistas sobre o envolvimento deste no assassínio do jornalista no ano passado.
Trump também sublinhou que a "Arábia Saudita é um bom comprador de produtos norte-americanos".


Vários jornalistas fizeram perguntas a Trump sobre o assassínio do jornalista saudita, mas o Presidente norte-americano ignorou-as, aparentando estar irritado com a insistência no assunto.


Num comunicado emitido depois da reunião de hoje, a Casa Branca assegurou que ambos os líderes tinham conversado sobre a "importância dos direitos humanos", mas não mencionou o caso do jornalista.


Khashoggi, colunista do jornal diário The Washington Post e critico da monarquia da Arábia Saudita, foi alegadamente assassinado e esquartejado por agentes sauditas no consulado da Arábia Saudita em Istambul, Turquia, em 02 de outubro de 2018.


Este mes, a ONU publicou um relatório que responsabiliza diretamente o príncipe Bin Salman do assassínio de Khashoggi, e pediu mais sanções internacionais contra a monarquia saudita e a continuação das investigações sob os auspícios do organismo internacional.


No encontro em Osaka, Trump e bin Salman também falaram do "papel chave da Arábia Saudita na hora de garantir a estabilidade no Médio Oriente e nos mercados globais de petróleo" e da "crescente ameaça do Irão". O aumento do comércio e do investimento bilaterais também foi debatido pelos dois responsáveis, segundo a Casa Branca.

Lusa

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