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Atacante de Londres era conhecido da polícia e tinha ligações a grupos terroristas

Usman Khan

West Midlands Police

Meios britânicos adiantaram que o atacante tinha uma pulseira eletrónica, por beneficiar de uma colocação em liberdade provisória, depois de ser condenado por terrorismo.

O homem que esta sexta-feira matou duas pessoas com uma faca, durante um ataque na Ponte de Londres, era conhecido da polícia e estava ligado a "grupos terroristas islamitas", avançou a agência noticiosa Press Association.

A fonte da PA, não identificada na notícia, é do setor da segurança.

O gabinete de crise do governo britânico, na sigla inglesa COBRA, está reunido desde depois do ataque, que também provocou três feridos. O assaltante, que tinha um colete de explosivos falso, foi abatido pela polícia.

Meios britânicos adiantaram que o atacante tinha uma pulseira eletrónica, por beneficiar de uma colocação em liberdade provisória, depois de ser condenado por terrorismo.

O jornal The Times, citando fontes governamentais, detalhou que o atacante tinha participado numa conferência organizada pela universidade de Cambridge sobre a reabilitação de presos, em Fishmonger's Hall, um edifício na extremidade norte da Ponte de Londres, onde o ataque começou, segundo a polícia.

Antes do início da reunião do COBRA, o primeiro-ministro, Boris Johnson, salientou que "já há muito" que considera que "é um erro permitir aos criminosos violentos saírem da prisão de maneira antecipada".

A polícia avançou que tinha sido chamada às 13:58 locais (mesma hora de Lisboa) para um ataque com faca, perto da Ponte de Londres, ponto importante e emblemático do centro da capital britânica.

O suspeito foi abatido por agentes policiais cinco minutos mais tarde, segundo a polícia, que qualificou o ataque como "terrorista".

Vários transeuntes foram saudados como "heróis" pela polícia e dirigentes políticos, por se terem lançado sobre o atacante e confrontado com ele.

"Fizemos o que podíamos para lhe tirar a faca, para que não ferisse mais ninguém", afirmou à BBC Stevie Hurst, um guia turístico que esteve entre os que o neutralizaram.

Jamie Bakhit, técnico de manutenção, de 24 anos, citado pela PA, que disse ter falado com um dos intervenientes, acrescentou: "Algumas das pessoas que estavam em cima (do atacante) eram ex-presos e estavam todos no Fishmonger's Hall".

Neste mesmo local, em junho de 2017, uma camioneta atropelou várias pessoas, antes de os seus três ocupantes terem apunhalado transeuntes. O balanço deste ataque foi de oito mortos e meia centena de feridos.

Antes, em março desse ano, um homem lançou o seu carro contra a multidão ma ponte de Westminster, antes de apunhalar mortalmente um polícia frente ao parlamento, provocando um total de cinco mortos.

Dois meses mais tarde, 22 pessoas, entre as quais várias crianças, foram mortas durante um ataque no fim de concerto de Ariana Grande, em Manchester.

Lusa