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Mergulho da estátua de Edward Colston acordou a Europa para os recentes protestos antirracistas

Historiadores sugerem que se explique o contexto histórico que envolve cada estátua.

Na última semana têm-se multiplicado os ataques a estátuas de personagens que são conhecidas por terem sido racistas ou esclavagistas.

O mergulho forçado da estátua de Edward Colston nas águas do rio que banha a cidade inglesa de Bristol, acordou a Europa para os mais recentes ventos de protestos antirracistas que sopram do outro lado do oceano Atlântico.

Edward Colston foi um comerciante de escravos no século dezassete. Fez fortuna, por exemplo, com o açúcar produzido por escravos. Foi membro do Parlamento Britânico. Doou dinheiro para escolas, hospitais, igrejas. É uma figura homenageada na e pela cidade de Bristol. Até agora.

A vontade da presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos traz a revolta das ruas para o nível institucional. Devem ou não ser retiradas do Capitólio as 11 estátuas que representam militares e dirigentes confederados?

Intervir nas estátuas, mas de forma artística. É a proposta de Márcio Carvalho, que envolvia cruzar memórias de afrodescendentes e portugueses que saíram de África depois da revolução com os vários significados da estátua do último rei de Portugal.

A SIC falou com dois historiadores e uma antropóloga portugueses que lembram a necessidade constante de rever a história e os símbolos que a marcam.