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Diplomatas e ex-governantes republicanos declaram voto em Joe Biden

Kevin Lamarque

73 importantes membros do partido subscreveram uma carta que classifica Donald Trump como "perigosamente inadequado para liderar".

O partido Republicano formaliza na próxima semana o apoio à candidatura de Donald Trump para novo mandato presidencial no Estados Unidos mas dezenas de membros do partido, incluindo antigos governantes, são contra a reeleição do atual inquilino da Casa Branca.

Na quinta-feira, mais de 70 importantes eleitores republicanos, entre diplomatas e antigos governantes em várias áreas, subscreveram uma carta que classifica Donald Trump como "perigosamente inadequado para liderar" e que incentiva o voto no candidato democrata, Joe Biden, na eleição presidencial de 3 de novembro.

Os 73 republicanos, citados pela revista Forbes, declaram-se "profundamente preocupados com o curso da nação" sob a liderança de Donald Trump, sobre quem dizem faltar "caráter e competência" e com "comportamento corrupto que o torna inadequado para servir como Presidente".

A carta é assinada por ex-diplomatas e funcionários de antigas administrações norte-americanas, como Eric Edelman, do Departamento de Defesa durante a administração de de George W. Bush, Colin Powell, antigo secretário de Estado e ex-chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, John Negroponte, ex-diretor da Agência Nacional de Inteligência ou Michael Hayden, antigo diretor da Agência Nacional de Segurança.

A carta foi publicada no portal do grupo de republicanos que se opõem a Donald Trump designado Defending Democracy Together, criado em 2019.

O documento é constituído por dez pontos que acusam Donald Trump de comprometer o Estado de direito, de falhar na liderança do país durante a pandemia e de prejudicar "gravemente" o papel dos EUA como líder do mundo.

Os subscritores da carta criticam, designadamente, as relações de Trump com "ditadores e abusadores dos direitos humanos", como o líder norte-coreano Kim Jong Un ou o Presidente russo Vadimir Putin.

"Embora alguns de nós tenhamos posições políticas diferentes das de Joe Biden e o seu partido, o momento de debater essas diferenças políticas virá mais tarde", pode ler-se no documento revelado na quinta-feira, em que a prioridade é parar "o ataque de Trump aos valores e instituições da nação".

George W. Bush deverá voltar a negar apoio a Trump

O antigo governador do Estado de Ohio John Kasich, o antigo chefe de gabinete do Departamento de Segurança Interna Miles Taylor, a ex-governadora da Nova Jérsia Christine Whitman e a candidata às presidenciais de 2016 Carly Fiorina são alguns dos nomes do Partido Republicano que declararam que irão votar no democrata Joe Biden.

O antigo Presidente dos EUA George W. Bush negou o apoio à candidatura de Donald Trump em 2016 e é provável que volte a fazê-lo.

O antigo conselheiro de Trump em matéria de segurança John Bolton, que recentemente publicou um livro sobre a administração, também recusa declarar o apoio à reeleição.

O senador republicano pelo Estado do Utah, e antigo pretendente à nomeação republicana Mitt Romney foi o único a votar a favor do 'impeachment' (destituição) de Donald Trump no artigo de abuso de poder, em fevereiro de 2019, no Senado.

A Convenção Republicana, que se realiza de 24 a 27 de agosto, vai formalizar o apoio do partido à recandidatura de Donald Trump, que vai disputar um mandato de 2021 a 2025 na eleição presidencial de 03 de novembro, contra o democrata Joe Biden.

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