Mundo

Atropelamento junto ao Capitólio. Condutor e polícia que o tentou deter morreram

Capitólio dos EUA esteve encerrado durante várias horas após o condutor atropelar dois polícias na entrada do complexo.

O Capitólio em Washington foi esta sexta-feira encerrado, depois de um veículo avançar contra dois polícias na entrada do complexo. O suspeito do atropelamento e um dos polícias morreram.

Os dois polícias ficaram feridos e tiveram de ser levados para o hospital. Um deles não resistiu aos ferimentos e acabou por morrer já no hospital. O polícia foi identificado como William Evans, um veterano que trabalhava há 18 anos nas forças.

 William “Billy” Evans

William “Billy” Evans

AP Images

De acordo com a polícia, o condutor do veículo bateu com o carro numa das barricadas colocadas junto ao Capitólio e depois saiu da viatura com uma faca na mão, tendo sido baleado em seguida.

O condutor ainda chegou a ser transportado para o hospital, referiu a Polícia do Capitólio, mas acabou por morrer.

J. Scott Applewhite

Durante várias horas, os edifícios do complexo estiveram encerrados "devido à ameaça de segurança externa" e os funcionários receberam a indicação de que não podiam entrar, nem sair. O bloqueio ao Capitólio já foi levantado.

O incidente ocorreu junto a um posto de controlo perto do Capitólio, a cerca de 90 metros da entrada para o edifício do Senado, e acontece quase três meses depois de uma multidão invadir o edifício, numa manifestação de apoio a Donald Trump e contra a vitória presidencial de Joe Biden.

J. Scott Applewhite

A segurança do Capitólio continua a ser a prioridade, apesar da recente redução de algumas das medidas de proteção adicionais que foram colocadas em prática após a invasão de 6 de janeiro por parte de apoiantes de Donald Trump, na qual morreram cinco pessoas.

Os militares da Guarda Nacional dos Estados Unidos reforçaram a segurança e o FBI está já a investigar o caso.

Durante os dias de semana, o posto de controlo é por onde passam os senadores e os funcionários do complexo. Os membros do Congresso não estavam, no entanto, no Capitólio, devido à pausa da Páscoa.

Presidente dos EUA "devastado" após ataque

O Presidente Joe Biden estava a viajar para Camp David, em Maryland, quando o incidente ocorreu.

Na reação, o líder norte-americano disse ter ficado "devastado" com o ataque.

"Jill e eu estamos devastados por saber do ataque violento num posto de controlo de segurança no Capitólio dos EUA", disse, num comunicado, ordenando que as bandeiras nos edifícios públicos federais sejam colocadas a meia haste. "Sabemos como são tempos difíceis para o Capitólio, para todos aqueles que lá trabalham e para aqueles que o protegem", lamentou Joe Biden.

"A noção de um ataque ao Capitólio passou a ser algo que deixou de ser sagrado"

Germano Almeida lamenta este novo ataque e fala num "AIC" e "DIC", um antes e um depois da invasão ao Capitólio, a 6 de janeiro.

Na Edição da Noite, o comentador da SIC diz que é "quase impossível" dissociar os dois ataques, apesar de terem motivações diferentes, aparentemente.

Germano Almeida fala ainda na investigação que está a decorrer à invasão de janeiro e diz que o Departamento da Justiça se prepara para acusar cerca de 400 pessoas que estiveram envolvidas, das quais mais de 40 são de grupos supremacistas.

"Ataque ao Capitólio agora é diferente do que seria há um ou há dois anos"

Ricardo Costa refere que, neste momento, ainda se sabe "muito pouco" sobre o incidente desta sexta-feira no Capitólio dos Estados Unidos.

No Jornal das 7 da SIC Notícias, considera que um ataque ao Capitólio "agora é diferente do que seria há um ou dois anos", uma vez que, desde as últimas eleições norte-americanas, em que Donald Trump foi derrotado, ele e os apoiantes criaram uma ideia que as presidenciais foram fraudulentas.