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Massacre em Myanmar. Ataque com granadas mata pelo menos 80 civis

A imprensa e testemunhas locais avançam que os corpos foram empilhados e a zona vedada.

Em Myanmar, pelo menos 80 civis morreram depois de serem atingidos pelo exército com granadas. Três grupos rebeldes étnicos já retaliaram este ataque, causando a morte de 14 polícias.

Um verdadeiro massacre - é assim que é descrito nas redes sociais o ataque levado a cabo pelo exército a 90 quilómetros da maior cidade de Myanmar. Os manifestantes terão sido atingidos com granadas esta sexta-feira, mas durante mais de 24 horas não era conhecido o número total de vítimas.

A imprensa e testemunhas locais avançam que os corpos foram empilhados e a zona vedada, não permitindo perceber a dimensão do ataque. Nas redes sociais há relatos de várias pessoas a fugir desta zona.

Entretanto, três grupos rebeldes que já tinham lançado um ultimato ao exército nacional no final do mês passado retaliaram este ataque.

Os protestos anti golpe de estado tem-se multiplicado e o exército tem levado a cabo ataques contra civis numa altura em que o chefe militar já assumiu que as eleições inicialmente anunciadas para daqui a um ano, poderão afinal só acontecer daqui a dois anos.

Esta semana o embaixador de Myanmar em Londres foi afastado do cargo depois de ter pedido publicamente a libertação da líder birmanesa Aung San Suu Kyi.

Entretanto, o Conselho de Segurança das Nações Unidas reuniu-se de forma informal para analisar a situação no Myanmar.

Antes destes ataques, a Associação para a Assistência de Presos Políticos avançava que pelo menos 618 pessoas tinham morrido desde o golpe militar de 1 de fevereiro, mas ressalva que número pode ser ainda maior, já que não existe contabilização oficial das vítimas.

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