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União Africana condena "bombardeamentos" israelitas na Faixa de Gaza

Nir Elias

"A União Africana reitera o seu apoio firme e constante ao povo palestiniano na sua busca legítima por um Estado independente e soberano".

O presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, condenou "veementemente" os "bombardeamentos" israelitas na Faixa de Gaza e considerou uma violação do direito internacional "o despejo de casas palestinianas" em Jerusalém Oriental.

Em comunicado divulgado terça-feira à noite, Mahamat denunciou "os violentos ataques à mesquita de Al Aqsa pelas forças de segurança israelitas", nos quais cerca de 300 fiéis ficaram feridos.

Desde que esta escalada de violência começou na segunda-feira, os movimentos islâmicos Hamas e a Jihad Islâmica lançaram mais de mil projéteis em Gaza - causando a morte de cinco israelitas - enquanto os bombardeamentos do exército israelita mataram pelo menos 35 palestinianos, 12 deles menores.

"A União Africana reitera o seu apoio firme e constante ao povo palestiniano na sua busca legítima por um Estado independente e soberano com Jerusalém Oriental como sua capital", sublinhou, apelando à comunidade internacional "esforços renovados" para encontrar uma solução para o conflito.

A espiral de violência foi desencadeada após motins e protestos em Jerusalém Oriental, que se espalharam para as comunidades árabes em Israel - de origem palestiniana - devido ao possível despejo forçado de sete famílias palestinianas do bairro Seij Yarrah de Jerusalém em benefício de colonos judeus.

Dos confrontos iniciais entre manifestantes palestinianos e polícias israelitas, particularmente em redor da mesquita de Al-Aqsa, seguiram-se os ataques com foguetes do Hamas contra o Estado judeu e a resposta das forças de defesa israelitas contra a Faixa de Gaza.