A Europol alertou para uma realidade que está a ameaçar a Europa: armas feitas em casa, a partir de impressoras 3D e que têm um custo de produção inferior aos mil euros. O problema é que são pistolas semiautomáticas sem número de série, logo, é impossível de identificar o rasto.
O quilo de plástico é vendido por cerca de vinte euros e os programas de impressão podem ser descarregados de forma gratuita na Internet, onde já existem projetos, instruções e vídeos que explicam o processo.
É possível imprimir qualquer tipo de desenho à escolha a três dimensões, como por exemplo armas de fogo e o custo de produção é inferior aos mil euros.
O grande problema é que nenhuma tem número de série atribuído.
O alerta foi dado pela Europol, num seminário em Portugal e as autoridades alertam para o crescimento da tendência na Europa. Disparam munições reais, mas existem perigos: a arma pode colapsar com a força do tiro e o plástico poderá derreter, isto por causa da temperatura elevada.
O preço de venda varia entre os mil e os três mil euros e foram usadas, por exemplo, no atentado a uma Sinagoga na Alemanha, onde morreram duas pessoas.
Até ao momento, em Portugal ainda não foi identificada nenhuma unidade. Ainda assim, a Polícia de Segurança Pública garante que está atenta a esta realidade.