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Ataques em Moçambique. Chefes da diplomacia europeia debatem aprovação de missão militar

Está também previsto um almoço de trabalho com o recém-empossado ministro dos Negócios Estrangeiros israelita.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) deverão aprovar esta segunda-feira uma missão de formação militar em Moçambique, numa reunião onde também irão trocar pontos de vista com o homólogo israelita, Yair Lapid.

Após, em 30 de junho, os representantes permanentes dos Estados-membros junto da UE terem endossado o conceito de gestão de crise da futura missão de formação militar em Moçambique, os chefes das diplomacias europeias deverão dar agora a aprovação final à missão em questão, intitulada EUTM Moçambique.

Além da aprovação da missão de formação militar em Moçambique, os chefes da diplomacia da UE irão também ter um almoço de trabalho com o recém-empossado ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Yair Lapid, que se desloca esta segunda-feira a Bruxelas.

O encontro servirá para inaugurar as relações bilaterais com o novo Governo israelita -- que tomou posse em junho -- e perceber quais são as suas intenções no que se refere ao processo de paz no Médio Oriente e a questões de "mútuo interesse", como a situação síria, iraniana e libanesa.

Entre os principais pontos na agenda, os ministros dos Negócios Estrangeiros irão abordar a situação na região de Tigray, na Etiópia, mas também a Bússola Estratégica da UE e a "geopolítica das novas tecnologias digitais".

Haverá ainda tempo para o debate sobre questões de assuntos corrente, entre as quais a retirada das tropas da NATO do Afeganistão e as negociações entre o Governo local e os Talibã, mas também a situação no Líbano e no Sul do Cáucaso.

A reunião, onde Portugal será representado pelo ministro de Estado e Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, arranca às 09:30 de Bruxelas (08:30 de Lisboa) e deve terminar por volta das 17:00 (16:00 de Lisboa).

Grupos armados aterrorizam Cabo Delgado desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo jihadista Estado Islâmico, numa onda de violência que já provocou mais de 2.800 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e 732.000 deslocados, de acordo com a ONU.

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