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Protestos em Cuba. Regime não revela número de detidos ou feridos

Morte de um manifestante num um bairro popular da periferia de Havana é, até agora, o único dado oficial sobre os protestos.

A agência noticiosa de Cuba, controlada pelo Estado, confirmou a morte de um manifestante, durante um protesto na passada segunda-feira em Havana. O regime cubano continua a responsabilizar os Estados Unidos pelos protestos e pela crise económica.

A morte de um manifestante num bairro popular da periferia de Havana, anunciada pelo Ministério do Interior cubano através da Agência Noticiosa de Cuba, é até agora o único dado oficial sobre os protestos.

Não há informações sobre feridos, nem sobre detenções realizadas durante e nem depois das manifestações de domingo. Desconhece-se também a extensão de protestos que tenham acontecido nos últimos dias.

Houve pelo menos este registado por telemóvel e confirmado pela divulgação da morte do manifestante, descrito pelas autoridades como um delinquente de 36 anos, morto durante uma tentativa de invasão de um posto da polícia revolucionária cubana.

De acordo com a informação oficial, no protesto, um número não especificado de manifestantes e de polícias terá sofrido ferimentos. O ministério do Interior diz também que houve detenções, mas não revela números.

Desde domingo, centenas de pessoas terão sido detidas, mas há poucas informações disponíveis, poucas fontes independentes e muita contrainformação.

O Governo tenta desvalorizar a dimensão do descontentamento e lança culpas ao inimigo americano.

A Internet, cortada depois de dezenas de manifestações terem sido transmitidas em direto nas redes sociais no domingo, foi restabelecida nas últimas horas, pelo menos parcialmente.

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