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Governo cubano limita acesso à internet, depois dos protestos que levaram milhares de pessoas às ruas

Manifestações foram transmitidas em direto na internet.

Depois de dezenas de protestos que levaram milhares de pessoas para as ruas das cidades de Cuba, o regime cubano limitou o acesso à internet. O Presidente acusa os Estados Unidos de estarem por detrás dos protestos e desafia Washington a levantar o bloqueio económico.

O líder cubano, descrito muitas vezes como um homem de poucas palavras, sobretudo quando comparado com Fidel Castro, fez uma intervenção política de quatro horas, transmitida em direto na televisão e na rádio, controladas pelo Estado. Acusou os instigadores dos protestos de utilizarem as redes sociais para manipular os sentimentos da população num momento de crise.

Miguel Diaz-Canel justifica as muitas carências com o bloqueio económico dos Estados Unidos.

Nas múltiplas reações aos protestos, Washington falou de liberdade de expressão e de direitos humanos, mas não sobre um eventual levantamento do embargo económico que tem contribuído para estrangular a economia cubana.

Apesar do regime ter tentado desvalorizar os protestos, esta manifestação tão alargada de descontentamento é quase inédita nas últimas cinco décadas.

O facto de não haver uma imprensa livre e a escassez de fontes independentes, não permitem estabelecer com rigor a situação atual em Cuba. Mas há alguns factos, desde logo o corte no acesso à internet registado no dia que se seguiu às manifestações. Dezenas foram transmitidas em direto nas redes sociais.

As imagens documentaram também muitas detenções, mas as agências internacionais dão conta de centenas de pessoas detidas longe das câmaras, depois dos protestos.

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